PG sofre com 'apagão' na telefonia móvel

No auge da era tecnológica, Ponta Grossa ainda sofre com a precariedade da telefonia celular. O serviço, deficiente em diversas regiões de Ponta Grossa, limita a atividade de moradores, donos de pequenos comércios, e até mesmo de indústrias. Causa problemas também a quem costumeiramente precisa da internet. Até mesmo na região central da cidade, existem reclamações de sinal fraco ou indisponibilidade ou oscilação do sistema.
Na região leste de Ponta Grossa, onde se localiza o bairro de Uvaranas, que tem uma população de 40 mil habitantes, é muito comum clientes de operadoras se posicionarem em locais estratégicos dentro da própria casa, ou nas ruas, em busca do sinal. Como o caso da vila Cará-Cará, em Ponta Grossa, onde o comerciante Antônio Carlos Ribeiro mora há anos e tem dificuldade com a utilização do telefone na região. “A principal reclamação do pessoal aqui é contra o atendimento da TIM. Tem dias que o telefone não toca dentro de casa e duas horas depois chega uma mensagem falando que você recebeu uma ligação”, destaca Antônio Carlos.
O mesmo se aplica quanto a operadoras de Internet, como o caso de Arlindo Lisboa Gonçalves, que consultou o Sebrae para abrir uma Lan House no Núcleo Pimentel. Após comprar os equipamentos, Arlindo teve de engavetar o projeto. “Depois de tudo pronto, corri atrás das operadoras para pedir a internet e para a minha surpresa nenhuma delas conseguiu atender o meu pedido porque, segundo elas firmam, moro numa área de sombra”, explicou.
Prova das deficiências nos serviços de telefonia móvel na cidade são as denúncias registradas no Procon de Ponta Grossa. Em junho de 2015, já se registra um crescimento de 25% em relação a todas as reclamações prestadas no ano de 2014, segundo o Coordenador-executivo do Procon/PG, Edgar Hampf. Foram 286 atendimentos de reclamações de operadoras de telefonia móvel em 2014, enquanto em menos de seis meses em 2015 já foram 385 registrados. “Foram 98 processos administrativos abertos em 2014, enquanto em 2015 já são 97”, explica Edgar. Segundo o Procon, há uma prevalência de queixas relativas às vilas que pertencem ao Bairro Contorno.
Aplicativo mede sinal de operadoras
O aplicativo para celulares CrowdMobi, desenvolvido pela Ilhasoft Tecnologia, consegue medir a potência do sinal de telefonia móvel a partir da sua localização em uma cidade. A equipe de reportagem do Jornal da Manhã utilizou o aplicativo em diferentes pontos da cidade para medir o sinal das operadoras em Ponta Grossa. Um teste feito em Vila Oficinas, apontou a Oi como a melhor operadora, com 70% de qualidade no sinal. Outra medição realizada no Centro apontou a Claro, com 72% de qualidade no sinal. Em outro teste, no Núcleo Pitangui, o único sinal registrado foi da Tim, com 25% do sinal.
Operadoras garantem investimentos
A equipe do Jornal da Manhã entrou em contato com as quatro principais operadoras de telefonia móvel na região para relatar os problemas da área em Ponta Grossa. A Vivo afirmou que a capacidade do 3G na cidade foi ampliada no mês de maio, na região central e na Nova Rússia. A empresa prometeu, ainda, levar tecnologia 4G para a cidade. A Oi destacou seu comprometimento com o Paraná, com investimentos de mais de R$340 milhões entre janeiro de 2014 e março de 2015. A Claro defendeu que, de acordo com o App Serviço Móvel da Anatel, é a operadora melhor avaliada nos indicadores de acesso e queda de voz e dados. A Tim informou possuir um projeto para expansão da cobertura 3G, com instalação de novas antenas nos bairros Boa Vista, Cará-Cará, Neves, Nova Rússia, Oficinas, Órfãs e Uvaranas.
Anatel tem exigência
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) aponta a necessidade das operadoras cumprirem com o percentual de 90% da área de cobertura do perímetro urbano de um município. A exigência está na portaria nº 452 da Agência e se aplica tanto para a tecnologia 2G quanto 3G.
Informações do Jornal da Manhã.





















