Arrecadação cresce 7,7% e atinge R$ 300 milhões

Os ajustes fiscais realizados pelo Governo do Paraná em abril refletiram em um crescimento na arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no mês de maio. Balanço da 3ª Delegacia Regional da Receita Estadual em Ponta Grossa aponta que houve um crescimento de 18,10% em maio deste ano (R$ 61,34 milhões), se comparado a maio do ano passado (R$ 51,93 milhões). Entre janeiro a abril a evolução média deste ano em relação a 2014 era de 5,36%. No acumulado de janeiro a maio, a delegacia, que abrange 22 municípios na região, atingiu R$ 301,8 milhões em arrecadação, contra R$ 280,1 em 2014 (alta de 7,7%).
“Essa mudança incidiu mesmo no mês de maio. Entrou em vigor em abril, mas como é apurado em abril, o recolhimento é feito em maio”, explica o delegado regional Odair de Paula Bomfim. Ele avalia que no início do ano houve um crescimento médio, mas que no mês passado o impacto foi maior. “Esse crescimento veio se mantendo desde o início do ano, não houve um crescimento extra. Mas se pegar esse mês, houve um acréscimo em relação aos anos anteriores – mas, em partes, foi devido ao aumento da alíquota”, completa.
Em Ponta Grossa, o crescimento foi menor que na região e no estado. Entre janeiro a maio, a arrecadação em Ponta Grossa foi de R$ 226,7 milhões, contra R$ 215,4 milhões (evolução de 5%). Somente em maio, houve uma evolução de 12,31%. No Paraná, nestes cinco meses, houve um crescimento de 12,4% - contra 11,2% no ano passado. “Na região também houve crescimento. De 2013 para 2014 o crescimento foi de 4,5%”, recorda o delegado.
Valor arrecadado junto às indústrias atinge R$ 188 mi
Entre os setores da economia, o que possui a maior representatividade nos Campos Gerais é a indústria. Ela foi responsável pela arrecadação de R$ 188,3 milhões em tributos na região neste ano, o que representa 62,4% do total arrecadado nos 22 municípios. Em relação ao mesmo período ano passado, essa participação cresceu, já que ela era de 61,9%. O comércio também elevou sua participação, de 32,2% para 32,6%, e atingiu R$ 98,3 milhões. Já o setor de serviços apresentou uma queda de 4,8% para 4,4% (R$ 13,4 milhões) e outros (que engloba a agropecuária, pesca, entre outros), que caiu de 1,1% para 0,6%.
Informações do Jornal da Manhã.





















