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Professores rejeitam proposta e greve continua na UEPG

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Afonso Verner

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Em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (10), os professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) decidiram manter a greve na instituição. Somadas as duas paralisações de 2015, os professores da UEPG já estão há mais de 70 dias de braços cruzados – o calendário acadêmico e o Vestibular de Inverno da UEPG já foram suspensos.

O Sindicato dos Docentes da UEPG (SindUEPG) considera insuficiente a proposta apresentada pelo governo estadual de reajuste dos salários. A mesa que comandou a assembleia enfatizou com tabelas e dados oficiais, como estão as contas do governo e seus investimentos. Os números apresentados indicam que o governo teria plenas condições de cumprir com a lei da data-base, a pagar a reposição salarial na integralidade dos 8,17%. Os docentes buscam a construção de um substitutivo ao projeto apresentado para data-base, que atenda ao índice de 8,17% previsto em lei e auditoria na ParanaPrevidência.

“Entendemos, concretamente, que o cenário de hoje não nos permite encerrar a greve. As decisões tomadas pelas outras universidades também nos indicaram isso. E demonstram que os professores do ensino superior não estão de acordo com a proposta apresentada”, afirma o presidente do SindUEPG, Marcelo Bronosky. Com a decisão da UEPG, todas as universidades estaduais estão em greve.

Na tarde de hoje, os professores da UEPG se deslocam para Curitiba para acompanhar a votação do projeto, que acontece na Assembleia Legislativa. O comando de greve também destaca que amanhã (11), quinta-feira, haverá reunião do comando de greve, na sede do sindicato.

Ontem (09) os professores da rede estadual de ensino decidiram encerrar a greve no Paraná – os profissionais ligados a APP-Sindicato aceitaram a proposta do Governo do Estado que prevê o pagamento de 3,45% até outubro desse ano. O aumento é referente à inflação de maio a dezembro de 2014 e será pago em parcela única. A inflação de 2015 será zerada em janeiro de 2016. Em janeiro de 2017, a categoria receberá as perdas inflacionárias referentes em 2016, além de um adicional de 1%.

Informações da assessoria.

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