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Entidades contestam privatização do Mercadão de PG

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Afonso Verner

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Entidades de Ponta Grossa se manifestaram contra a privatização do Mercado Municipal, durante audiência pública promovida pelo Comitê Gestor de Análise e Avaliação do uso e ocupação do espaço. A reunião aconteceu nesta terça-feira, no plenário da Câmara Municipal.

Apresentada pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Ponta Grossa (Iplan), a proposta da Prefeitura para a criação de um espaço aos moldes dos mercados municipais de Curitiba, Porto Alegre e São Paulo foi consenso entre os participantes da audiência. Entretanto, representantes do Instituto Urbi e da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg) contestaram o modelo de concessão estudado pelo Governo Municipal e defenderam que o Mercadão seja gerido pelo Poder Público.

Para o presidente da Acipg, Nilton Fior, a gestão do Mercadão deve ser conduzida por um conselho misto, com participação do Poder Público e entidades da sociedade civil organizada. “Eu concordo plenamente que tenha que haver participação do Poder Público e das entidades, acredito que um conselho misto seja o modelo ideal para gerir o Mercado Municipal”, disse.

Fior também defendeu que o espaço seja destinado a pequenos comerciantes e produtores locais, além de sugerir a realocação de órgãos públicos que hoje estão localizados em imóveis alugados pela Prefeitura ao Mercadão. “Sugerimos um espaço comercial destinado a produtores locais, como acontece nas feiras, que não tenham características varejistas”, afirmou. “A instalação de órgãos públicos traria economia com aluguel à administração municipal e também movimento ao mercado”, completou.

O presidente do Instituto Urbi, João Luiz Stefaniak, acredita que a concessão à iniciativa privada desviaria a finalidade do Mercado Municipal. “A intenção inicial, para que se tenham produtores locais, é excelente. Não dá para imaginar que o espaço se transforme em um novo shopping, o que aconteceria através da concessão”, questionou. “Entregar este imóvel à iniciativa privada seria um desserviço a Ponta Grossa e a repetição de um erro já cometido no passado”, concluiu.

De acordo com o diretor do Comitê Gestor e secretário de Indústria e Comércio, Paulo Carbonar, o modelo de concessão através da Parceria Público-Privada (PPP) seguirá em estudo. “A gente não pode descartar a concessão como uma alternativa para a revitalização”, disse.

OBRAS PÚBLICAS - Milla cobra criação de Conselho

Único vereador presente durante a audiência pública, Daniel Milla (PSDB) aproveitou a ocasião para cobrar a aplicação do Conselho Municipal de Obras Públicas ao Governo Municipal. Sancionada ainda em maio do ano passado, a lei elaborada pelo parlamentar até agora não foi efetivada e a Prefeitura não convocou os membros do conselho. Milla acredita que o não cumprimento da lei pode prejudicar o processo de revitalização do Mercado Municipal. “Se não houver este conselho, lá na frente poderão barrar este projeto, dizendo que ele não passou pela análise do órgão”, disse. O secretário de Indústria e Comércio, Paulo Carbonar, sinalizou a criação do Conselho, que deverá concentrar novas discussões sobre o Mercadão.

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