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Sanepar rebate a CPI e defende novo contrato

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O presidente da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Mounir Chaowiche, rebateu as acusações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Ponta Grossa e defendeu a conversão da concessão em contrato de programa.

“Querem tumultuar um processo q caminha muito bem. O contrato que temos com o município é totalmente legal e vigente. (A conversão) é muito mais para atualização deste contrato”, disse ao Jornal da Manhã. De acordo com Chaowiche, a conversão garantiria mais recursos e investimentos no município, em atendimento ao Plano Nacional de Saneamento. “Caso os vereadores entendam que não seja necessária a conversão, não tem problema, continuamos com o contrato atual. Mas o município pode perder investimentos”, afirmou.

O presidente da Sanepar também defendeu a vigência de 30 anos prevista para a renovação da parceria com a Prefeitura de Ponta Grossa. “Caso venhamos assinar o novo contrato, seria para mais 30 anos, justamente para oferecer um retorno maior em investimentos ao município”, apontou. Chaowiche também destacou o abatimento da dívida que a Prefeitura possui com a empresa. “O contrato de programa abre a possibilidade de a Prefeitura regularizar a dívida que o município tem, que já está entre R$ 28 milhões e R$ 30 milhões, e se tornar adimplente. O município só tem a ganhar com o novo contrato”, completou.

Além do novo contrato, a CPI da Sanepar tem questionado as ações de usucapião da concessionária sobre terrenos de Ponta Grossa. De acordo com os vereadores, a empresa teria ‘usado de má-fé’ para convencer a Justiça a emitir sentenças favoráveis a apropriação das áreas. Em entrevista ao JM, Chaowiche rebateu as acusações da CPI.

“Esses imóveis já eram de ocupação há muitos anos pela Sanepar, que nada mais fez do que trazer para a legalidade uma área que já que já era sua, uma área não identificada como área do município”, afirmou Chaowiche. “Demos o direito de manifestação tanto do município como de demais pessoas interessadas, mas não foi identificado nenhum registro da área. Então fizemos a regularização. Só o fato do juízo ter dado o direito de propriedade demonstra que o que se procura fazer é levantar polêmicas dentro de um processo legítimo idôneo”, completou.

Chaowiche destaca índices de PG

Outro levantamento apresentado pela CPI da Sanepar envolve a poluição de arroios no município. Segundo os vereadores, em relatório parcial, mais de 150 quilômetros de arroios de Ponta Grossa teriam sido poluídos pela companhia. De acordo com o presidente da estatal, Mounir Chaowiche, o relatório não condiz com a realidade. “(O levantamento) não é procedente. A Sanepar só tem feito cuidar do meio ambiente”, disse. “Como se pode questionar uma parceria como esta quando Ponta Grossa saltou da 11ª posição para a 8ª no ranking do Instituto Trata Brasil, que analisa a qualidade da água em todo o país”, completou.

Informações do Jornal da Manhã.

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