TC reprova contas de 2012 do ex-prefeito Wosgrau

As contas do exercício de 2012 da Prefeitura de Ponta Grossa, último da gestão do ex-prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB), foram desaprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR). A decisão foi tomada durante sessão da 1ª Câmara do Tribunal, nesta terça-feira (02). Os três conselheiros e um auditor que compõem o órgão acataram de forma unânime o parecer do relator do processo, conselheiro Artagão de Matos Leão. Ainda cabe recurso. As informações são do Blog do Doc.Com.
Entre as irregularidades apontadas pelo Tribunal, três são consideradas mais significativas para a desaprovação das contas: falhas no controle interno da Prefeitura; despesas com publicidade acima do limite permitido para ano eleitoral (em 2012 teve eleição municipal); e recebimento indevido de reajuste salarial. Neste último item, o TC determina a devolução de R$ 29,5 mil por parte do ex-prefeito.
Acórdão
Assim que o acórdão da decisão for publicado em Diário Oficial, o ex-prefeito será notificado para apresentar sua defesa dentro do prazo. Se o parecer pela irregularidade das contas de 2012 for mantido, vai precisar do voto de dois terços dos vereadores para ser derrubado quando o processo passar pelo julgamento da Câmara.
Ex-prefeito acredita na reversão da decisão
Procurado pelo Doc.com para comentar a decisão do Tribunal de Contas, Pedro Wosgrau Filho disse que está tranquilo, por entender que todas as irregularidades apontadas podem ser solucionadas dentro do prazo que será dado para a apresentação de novos documentos.
“É difícil uma prestação de contas ser aprovada de primeira, sem ter que complementar dados. Vamos esperar para ver bem certo o que ficou faltando e tenho certeza que o pessoal da Prefeitura irá encaminhar ao Tribunal de Contas tudo o que estiver faltando”, argumentou Wosgrau.
Complemento
O ex-prefeito ressaltou ainda que em outras prestações de contas, de anos anteriores do seu mandato, também foi solicitado complemento na documentação. “Sempre conseguimos sanar tudo o que foi apontado como irregular. Isso demora um pouco, mas vamos solucionar”, declarou Wosgrau, que já teve que devolver cerca de R$ 15 mil por conta de reajuste de salário considerado indevido em 2010.





















