Governo confirma faltas e abertura de exonerações

Em reunião realizada nesta sexta-feira (29) entre a secretária estadual da Educação, professora Ana Seres e os chefes de Núcleos Regionais de Educação ficou decidido, além da confirmação do lançamento das faltas, que a partir de hoje (01) os diretores que não enviaram os relatórios com as faltas ou trancarem as escolas e impedirem a entrada de alunos e professores serão convocados para apresentar esses dados aos Núcleos. Diversos processos administrativos já foram abertos em casos de insubordinação grave segundo a Agência Estadual de Notícias, ligada ao Governo do Estado.
A secretária confirmou que já aceitou, e continuará aceitando, os comunicados de diretores que colocaram os cargos à disposição. Em Curitiba já foram registrados vários. Esses diretores serão substituídos. “O termo de responsabilidade implica em entregar toda a documentação relativa à gestão”, disse a professora Ana Seres.
Em Ponta Grossa
Os professores da maior escola pública de Ponta Grossa, o Colégio Estadual Regente Feijó, voltaram parcialmente às atividades na última semana. Por isso a direção decidiu fazer o anúncio do ‘retorno às aulas’ nesta terça-feira (26). A movimentação fez com que o diretor geral, Clayton Antonio Bentivenha, ‘avisasse’ os pais, por meio da imprensa, a respeito da presença de professores no colégio – e consequentemente de aulas parciais durante os três períodos.
A decisão foi questionada pela APP-Sindicato, órgão que representa os trabalhadores da Educação. O sindicato também negou envolvimento no episódio em que o Colégio amanheceu trancado com cadeados para 'retardar' o retorno às aulas.
Autonomia
Ana Seres destacou, ainda, que todos os 32 Núcleos terão autonomia para reorganizar e homologar os calendários escolares em cada região, conforme a realidade local e o número de escolas que funcionaram ou permaneceram fechadas. “Cada ação vai ter uma metodologia diferente, conforme o Núcleo”, esclareceu.
Devido a ocupação dos NREs pelos mobilizadores da paralisação, os chefes de Núcleo relataram diversos prejuízos ao trabalho nos últimos dias, como no recadastramento de aposentados, vistorias para obras, censo escolar e andamento de requisições para exames médicos.
Cerca de 200 pessoas ficaram sem pagamento este mês por causa disso, e só poderão receber quando o trabalho nos Núcleos voltar ao normal. Nesta tarde, a maior parte dos NREs foi desocupada.
A Secretaria da Educação está calculando os prejuízos com a greve dos professores, que incluem a merenda e o transporte escolar. Mas, por enquanto, os danos não podem ser totalmente quantificados.





















