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Mercado imobiliário de PG é atrativo às construtoras

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Grandes construtoras mantêm Ponta Grossa na lista de municípios prioritários para investimentos no segmento imobiliário. Com base no bom retorno obtido em empreendimentos já lançados, empresas sondam áreas para a aquisição, para a construção de novos residenciais já no início do próximo ano. Um dos objetivos é aguardar o lançamento da fase ‘3’ do programa habitacional ‘Minha Casa, Minha Vida’, para traçar metas e definir as estratégias.

“Estamos presentes em 130 cidades do Brasil, mas tenho notado que as cidades de médio porte são as com maior pujança, que respondem bem”, declara Marcelo Alves, gestor executivo de vendas da construtora MRV. Para exemplificar, ele relata que a cidade que mais registrou vendas pela MRV no ano passado no Sul do Brasil foi Londrina. “E Ponta Grossa, pelo potencial da cidade e o movimento que vem acontecendo, com mais indústrias, para o perfil de cliente nosso, de jovens que estão se formando e saindo da casa dos pais, essa renda formal é muito importante, então é uma cidade que olhamos com uma atenção especial”, completa. Ele explica que a construtora lançou, em fevereiro, o empreendimento ‘Purunã’, em Uvaranas, e que 100 unidades já foram vendidas. “Estamos com negociações em outras áreas e, se for comprado até junho, há a chance de lançar ainda em 2015. Se não, fica para 2016”, informa.

A FMM engenharia lançou, recentemente, dois empreendimentos na cidade (um no Jardim Carvalho, com 700 unidades, e outro em Uvaranas, com 530 unidades). Mas o gerente de comercialização da empresa, Victor Mendes, assegura que a FMM segue ‘procurando terrenos para projetos futuros’. “Ponta Grossa é uma cidade em construção, mas muito do que já foi lançado se vendeu, então ainda tem um potencial enorme”, destaca. Ele afirma que a construtora está ansiosa para colocar em prática projetos e lançar produtos que estão engavetados. “Para o Minha Casa, Minha Vida 3 temos produtos ainda não lançados, que estamos segurando porque hoje a viabilidade não permite lançar no ‘2’. Para Ponta Grossa existem estudos para novas áreas e, em 2016, devemos lançar mais um ou dois produtos”, declara.

Já a Prestes Construtora, que está com as obras avançadas do condomínio Vittace, em Uvaranas, confirmou o lançamento de um novo empreendimento no mesmo bairro, em função do sucesso de vendas. “O mercado mostrou que tem público e o produto liquidou antes da expectativa – achamos ia acabar no ano que vem e acreditamos vai acabar neste. E visto isso, estamos preparando o lançamento de um produto idêntico, para dar continuidade”, diz Breno Prestes, proprietário. Segundo ele, a área já foi comprada e o investimento (VGV) é de aproximadamente R$ 50 milhões. “Não podemos divulgar ainda, mas é perto de uma avenida bem movimentada da cidade. A expectativa é lançar no começo do ano que vem, enquadrado no Minha Casa Minha Vida 3. Estamos aguardando que o programa saia”, conclui.

Prolar revela novos lançamentos

A Companhia Pontagrossense de Habitação (Prolar) também prepara novos lançamentos para o segundo semestre no município, para famílias com renda acima de R$ 1,6 mil mensais (Faixa 2). Segundo o presidente, Dino Schrutt, deverão ser oferecidos projetos em Uvaranas, Nova Rússia e Ronda, mas ainda vinculados à fase 2. “Não vincularemos os novos lançamentos com a fase 3 do programa, para evitar que qualquer atraso no programa nacional, afete o desenvolvimento do nosso trabalho”, diz. Por outro lado, para o ‘faixa 1’, o município possui projetos na espera, aptos a contratação, mas que dependem do lançamento da terceira fase do programa. Além disso, Schrutt destaca que há a interesse da criação de uma espécie de faixa intermediária entre a ‘1’ e a ‘2’. “Nós das Companhias de Habitação, representados pela Associação Brasileira de Cahabs e Companhias de Habitação (ABC), temos participado do desenvolvimento de um regramento que atendam famílias que hoje compõe um gargalo no programa habitacional, renda entre R$ 1,2 mil a R$ 1,9 mil mensais”, informa.

Nova fase não deve gerar ‘especulação imobiliária’ excessiva

Quando for lançada, a terceira fase do programa não deverá trazer tanta influência na especulação imobiliária, como ocorreu no passado, quando houve uma grande valorização dos terrenos. “O poder passou para a mão do consumidor. Hoje, quem quer comprar produto, consegue dentro de um valor médio e sabe o quanto é justo pagar num apartamento. Aquilo que aconteceu no passado, com a especulação de novas fases do programa, já não acontece mais, porque o mercado esta absorvendo menos e valor congelou”, declara Victor Mendes, da FMM. Para ele, na próxima mudança de tabela, o único reajuste que deve ocorrer será na reposição da inflação.

Informações do Jornal da Manhã.

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