Novo contrato da Sanepar será alvo de CPI em PG

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) questionou, ontem, o novo contrato articulado pelo Governo Municipal com a empresa. Documentos obtidos pela CPI confirmaram que a Sanepar pretende prorrogar por mais 30 anos as operações no município, com a contrapartida de R$ 20 milhões à Prefeitura e desconto de 20% nos valores que o governo supostamente deve à estatal.
Para os parlamentares, a contrapartida é insuficiente e o prazo de duração do contrato ‘absurdo’. “É um contrato de R$ 1,8 bilhão que está sendo negociado por R$ 20 milhões”, apontou o vereador Antônio Laroca Neto (PDT), relator especial da CPI. O valor levantado por Laroca é referente ao faturamento bruto que a empresa teria nos próximos anos de operação.
Presidente das investigações, o vereador George de Oliveira (PMN) alertou para o avanço das negociações do governo com a empresa e disse que o contrato poderá ser renovado pode decreto. “Estada audiência pública que a Prefeitura agendou é meramente para cumprir formalidades e renovar este contrato por decreto, sem autorização legislativa”, afirmou. A Agência Reguladora de Águas e Saneamento (ARAS) convocou para o dia 16 de junho uma audiência pública, onde pretende discutir a proposta de renovação apresentada pela Sanepar.
Além da contrapartida de R$ 20 milhões, a proposta da empresa prevê um investimento de R$ 91 milhões em água e esgoto de Ponta Grossa. Segundo dados da CPI, o montante representa cerca de 5% do faturamento que a empresa teria em 30 anos.
Informações do Jornal da Manhã





















