APP-Sindicato questiona 'retorno às aulas' no Regente | aRede
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APP-Sindicato questiona 'retorno às aulas' no Regente

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Afonso Verner

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O Secretário Educacional da APP Sindicato, o professor Térsio Alves do Nascimento, contestou os pontos apresentados pelo diretor do Colégio Regente Feijó ao portal aRede e ao Jornal da Manhã. Clayton Antonio Bentivenha, diretor geral do colégio, ‘avisou’ os pais, por meio da imprensa, a respeito da presença de professores no colégio – e consequentemente de aulas parciais durante os três períodos.

Térsio questionou o posicionamento do diretor diante da situação.“Ele [Clayton] deixou claro que os alunos que não forem para a aula levarão faltas, mas quando existe greve da categoria os alunos que não forem para as aulas não podem ser prejudicados”, explica o professor.

Outro ponto apresentado pelo professor Térsio é o fato da escola convocar o coletivo de alunos para trabalhar e não fornecer as condições necessárias para isso. “A direção do colégio vai se responsabilizar caso aconteça algo com as crianças que vão para a escolar ver uma ou duas aulas?”, contesta o professor Térsio.

Regente nunca ficou totalmente paralisado

As atividades no Colégio Regente Feijó nunca foram totalmente paralisadas, mesmo com o início e a retomada da greve. Funcionários e alguns professores continuaram realizando trabalhos internos no local, de acordo com o diretor. Durante o período estiveram abertas a secretaria, a biblioteca, laboratórios e alguns departamentos – todos à disposição dos estudantes que preferiam estudar ‘por conta’.

“Como professor, sou favorável ao movimento e considero justa a manifestação. No entanto, como diretor, tenho que manter a normalidade da escola e fazer ela funcionar”, ressalta Bentivenha. Sendo assim, mesmo com a greve dos professores da rede estadual, o colégio está recebendo alunos que queiram estudar durante o período da paralisação e colocando à disposição as obras literárias do vestibular da UEPG e demais livros disponíveis na biblioteca.

Durante a manhã desta terça-feira (26), o professor decidiu avisar os pais sobre as atividades, dizendo que a escola está disponível para receber os alunos durante os três períodos – manhã, tarde e noite. No entanto, é preciso ressaltar que o estudante não terá todas as aulas estabelecidas na grade curricular – somente os professores que não aderirem à greve estarão em salas de aula.

“É bom lembrar que o aluno pode voltar para o colégio e não ter nenhuma aula, ou ter apenas uma ou duas aulas. Também pode acontecer de todos os professores daquele dia estarem disponíveis e o estudante ter todas as aulas”, ressalta Clayton Bentivenha.

Aluno poderá levar falta caso não volte ao colégio

A respeito das faltas, o diretor foi categórico. “O aluno que vier, terá direito à presença. Logo, os outros acabarão levando falta”, disse. No entanto, Clayton lembrou da possibilidade de um estudante gastar dinheiro com passe de ônibus, por exemplo, e acabar não assistindo nenhuma aula durante o dia porque o professor não voltou às atividades.

“Neste caso fica a critério dos pais em decidir se o filho deve ou não vir para o colégio. Estamos dando aulas e disponibilizando tudo que for ao nosso alcance. É importante lembrar que o professor não é funcionário do Regente Feijó, ele é funcionário do Estado”, frisou.

Em resumo, as aulas no Colégio Regente Feijó ainda não voltaram completamente, mas os professores que não aderiram à greve estarão em sala de aula realizando atividades.

Número de professores

Durante a manhã, 11 professores estarão disponíveis para aulas. No período vespertino, 14 professores estarão em salas de aulas. No noturno o número é maior: 29 professores estão realizando atividades.

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