Greve na Educação completa um mês sem previsão de término

A greve dos professores da rede estadual de ensino no Paraná completa um mês nesta quarta-feira (27) – se considerar a primeira paralisação são mais de 40 dias de greve. Segundo a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Educação, são 352 escolas fechadas pela greve, dentre as 2.158 que compõem a rede estadual, ou seja 16% das escolas em greve. Já a Assessoria de Imprensa da APP-Sindicato estima que 85% das escolas continuam fechadas, aproximadamente, 1834 escolas.
Em Ponta Grossa, um dos maiores colégios da cidade, o Colégio Estadual Regente Feijó, permanece com as atividades parcialmente paralisadas, segundo a professora Cleusi Santos. Com o Regente Feijó parado são mais de mil alunos que não tem aulas na cidade. A secretária de Educação do Paraná, Ana Seres Trento Comin, lamentou a continuidade da greve na manhã desta segunda-feira (25). Em entrevista coletiva, ela confirmou que o calendário está muito prejudicado após quase um mês desta segunda greve no ano e disse que algumas escolas podem ter aula até fevereiro do ano que vem.
Ainda na segunda-feira, a secretária de Educação anunciou o desconto no salário dos professores pelos dias parados durante a greve. A APP-Sindicato reagiu a medida adotada e reuniu professores e funcionários para fechar os Núcleos Regionais de Educação – que seriam responsáveis por encaminhar as faltas para o Estado. Os diretores de algumas escolas estaduais, segundo a Assessoria da APP- Sindicato, também protestaram contra a secretaria de Educação e se recusaram a enviar o relatório de faltas durante a greve. Após a suspensão das negociações por parte do Estado, a greve não possui previsão para terminar.
EXAME NACIONAL - Inscrições para o Enem são abertas
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) estão abertas a partir desta segunda-feira (25) e as provas serão aplicadas nos dias 24 e 25 de outubro. A ausência de aulas vem preocupando os alunos que não recebem o conteúdo. O estudante do 3º ano do Colégio José Elias da Rocha, Bryan Machado, diz ser a favor da greve, mas destaca sua preocupação. “A greve é a única forma de pressionar o governo, mas também me preocupo com a matéria dos vestibulares e do ENEM que estou perdendo”, diz Bryan.





















