Justiça começa a ouvir testemunhas do ‘Caso Cíntia’
As audiências de instrução a respeito do ‘Caso Cíntia’ iniciaram nesta segunda-feira (25). O réu e principal suspeito da morte da adolescente Cíntia de Souza é Paulo Leandro Spinardi. Durante a manhã, apenas testemunhas de acusação foram ouvidas no Fórum de Ponta Grossa. As oitivas devem continuar na quinta-feira (28). Na sequência, a Justiça irá determinar a data para ouvir as testemunhas de defesa, além do próprio réu.
O caso comoveu os moradores do município. Ex-namorado de Cíntia, Spinardi é suspeito de matar a jovem e jogar o corpo em uma das fendas do Rio São Jorge, na região do Alagados. Cíntia caiu de uma altura de aproximadamente 12 metros e, na sequência, o suspeito ainda teria descido ao local para ‘esconder’ o corpo em baixo de pedras – uma delas de 60 kg. Por fim, para acabar com quaisquer chances de sobrevivência, ele ainda teria jogado uma rocha de cerca de 21 kg na mulher.
Paulo Leandro Spinardi irá responder por homicídio triplamente qualificado, pelo uso de meio cruel (asfixia), motivo torpe e sem possibilitar a defesa da vítima. Ele também será indiciado por ocultação de cadáver e por fraude processual – já que teria lavado o carro no mesmo dia do crime e pedido ao funcionário que emitisse um recibo com a data do dia anterior.
A delegada do setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, Tânia maria Sviercoski, foi a responsável pelas investigações do caso. “No primeiro depoimento de Spinardi, quando levantamos a possibilidade de Cíntia estar morta, o tempo todo ele falava que, não havendo corpo, não havia crime. Porque estava convicto de que não iria ser encontrado o cadáver”, diz a delegada.
Além da decisão do MP, a Juíza de Direito da 4ª Vara Cível de Ponta Grossa, Alessandra Pimentel Munhoz do Amaral, converteu em prisão preventiva a prisão temporária de Spinardi. Com isso, o suspeito não terá o direito de responder ao processo em liberdade.
Relembre o caso
Segundo familiares da vítima, Cíntia havia comprado um carro em sociedade com o namorado, Paulo Leandro Spinardi. Mas eles estariam rompendo relações, e ela aceitou transferir o veículo para o nome do rapaz. Por volta do meio-dia do dia 14 de janeiro, o combinado seria que os dois iriam ao Detran para dar entrada na documentação. Não se sabe se esse encontro aconteceu.
A mulher não foi mais vista a partir deste horário. Parentes de Cíntia fizeram o boletim de ocorrência, registrando o desaparecimento, na manhã de sexta-feira (16), na 13ª Subdivisão Policial. Após uma denúncia anônima, a Polícia Civil iniciou as buscas pela personal trainer na região do Alagados, no Rio São Jorge. O denunciante afirmou que o ex-namorado, Spinardi, teria matado Cíntia e ‘desovado’ o corpo da vítima no local.
Após mais de 72 horas de buscas, o Corpo de Bombeiros e o Canil da Polícia Militar encontraram o cadáver. Com a confirmação da denúncia, a delegada do setor de homicídios da 13ª Subdivisão Policial (SDP), Tânia Sviercoski, pediu a prisão temporária do rapaz – que já estava sendo procurado pela justiça desde o início das buscas para prestar esclarecimentos. No mesmo dia, Paulo Leandro Spinardi se apresentou na 13ª SDP, mas negou qualquer envolvimento com o crime. Ele permaneceu detido durante todo o processo de investigação.





















