APAM acolhe meninas e oferece atividades sociais diárias

Ponta Grossa conta com seis instituições de acolhimentos responsáveis pelo sistema de adoção de crianças e adolescentes do município. Uma delas é a Associação de Promoção à Menina (APAM), que oferece apoio exclusivamente para crianças e adolescente do sexo feminino.
A APAM é uma entidade assistencial e desenvolve programas em dois departamentos. Um deles é o Serviço de Acolhimento Institucional (SAI), que tem capacidade de atender 25 meninas em situação de vulnerabilidade social, com faixa etária entre quatro e 12 anos. Enquanto as meninas permanecem no acolhimento, a instituição busca resgatar a dignidade e promoção de vida de cada umas, até serem encaminhadas para uma reintegração familiar ou a adoção.
Outro departamento é o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, também conhecido como Contraturno Social. Nele, a APAM atende 200 meninas em meio período. Enquanto elas permanecem na instituição, participam de atividades como passeios, dança, música, teatro, palestras, cursos de informática, artesanato e salão de beleza, além de receberem alimentação diária e saudável.
Como adotar
Para o psicólogo da Vara da Infância e Juventude de Ponta Grossa, Diego Adur, é importante que as pessoas saibam que toda adoção deve ser feita exclusivamente no Fórum de Ponta Grossa. “O processo legal de adoção evita transtornos posteriores para todos os envolvidos, principalmente para a criança”, destaca.
Diego orienta que, caso exista o interesse em adotar uma criança ou adolescente, basta entrar no site da Vara da Infância e Juventude de Ponta Grossa e verificar todos os passos necessários durante o processo.
“O primeiro passo é reunir todos os documentos necessários. Eles são diferentes para solteiros e casados, e por isso a lista encontra-se no site. Também existe uma espécie de formulário de cadastro, onde o interessado deve imprimir em casa e preencher antes de comparecer ao Fórum”, explica o psicólogo, que trabalha no Serviço de Auxílio à Infância (SAI) da Vara.
Na sequência a pessoa é levada para conhecer os trabalhos das instituições de acolhimento do município – como a APAM, por exemplo. Antes da adoção ser concretizada, a pessoa ou o casal devem participar de um ‘processo de habilitação para adoção’, onde consegue os documentos necessários para finalizar o acolhimento da criança ou do adolescente. O processo consiste em participar de grupos de ação nas instituições responsáveis. Além disso, os interessados ainda passam por uma entrevista e por uma visita domiciliar de uma assistente social.
Após estar ‘habilitado’, basta que o interessado participe de ao menos seis reuniões com grupos de discussão sobre o assunto – organizados frequentemente pela própria Vara da Infância e Juventude de Ponta Grossa e também pelo Grupo de Apoio à Adoções Necessárias (GAAN). Os debates reúnem informações legais e jurídicas sobre o assunto, além de contar com a presença e dicas de pais e pessoas que já concluíram o processo de adoção.





















