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Após desvios, CPI sugere o fim do Mercado da Família em PG

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Mercado da Família protocolou na terça-feira (19) o relatório final dos trabalhos. Na sessão desta quarta-feira (20), o presidente da CPI, Izaías Salustiano (PSDC), expôs aos demais parlamentares e à imprensa o teor do documento. As informações são do Blog do Doc.Com.

Os cinco membros da comissão constataram o desvio de R$ 727.620,00 do programa Mercado da Família e responsabilizaram os dois ex-diretores financeiros da pasta pela prática do crime de peculato, Robson Ledzion e Márcio Ribeiro Ferreira, o ‘Choquito’. Também constam no relatório os nomes da ex-supervisora financeira, Edna Vitkoski, da ex-diretora administrativa, Patrícia Di Mário, e do ex-secretário da pasta, Sérgio Zadorosny Filho.

O relatório será levado ao Ministério Público Estadual e Federal, a quem caberá apurar as responsabilidades de cada um e tomar as medidas necessárias para reaver os valores desviados junto ao Poder Judiciário.

Autor da denúncia

Os ex-diretores negam o envolvimento com o fato, enquanto o ex-secretário ressalta que partiu dele, assim que soube do ocorrido, procurar a Controladoria da Prefeitura para denunciar o crime. Também alega que partiu dele a procura pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual. Uma câmera foi colocada na Secretaria, que conseguiu registrar o momento em que Ledzion subtrai um envelope com dinheiro do cofre. As imagens constam como prova no processo. Zadorosny vai levar essas informações ao Ministério Público em sua defesa.

Acabar com programa

Ainda no relatório da CPI, é colocado a sugestão para que o prefeito Marcelo Rangel (PPS) acabe com o programa Mercado da Família e também com a Secretaria de Abastecimento, vinculando o outro programa gerido pela pasta, o Feira Verde, à Secretaria de Agricultura.

“A Secretaria tem um custo de R$ 24 milhões anuais, com 130 funcionários e uma folha de R$ 3 milhões. Também constatamos que o programa Mercado da Família não cumpre mais com seu papel social. Das 38 mil famílias cadastradas, apenas 16 mil estão ativas, e nem sempre realizando compras todo mês”, justifica Izaías, enfatizando que o Executivo deve pensar em outro programa para atender essas 16 mil famílias.

Izaías fala ainda que existe prejuízos com os produtos, que fica em torno de 6,48% do total, enquanto na iniciativa privada esse percentual fica na casa de 1%. “Existe ineficiência e dificuldade em gerir o programa, que há tempos gera prejuízos. Por isso a sugestão de acabar”, explica o presidente da CPI.

Contrários ao fim

Por outro lado, alguns vereadores se manifestaram contra o fim do Mercado da Família. Na sessão, o líder do Governo, Romualdo Camargo, do mesmo partido de Izaías, o PSDC, e também o Pastor Ezequiel Bueno (PRB), disseram que a população não pode ser penalizada pelo desvio evidenciado na gestão do programa. “É preciso ajustar o programa para que não ocorra mais o que aconteceu, mas a população não pode pagar a conta”, disse Romualdo.

A sugestão da CPI pode ou não ser acatada pelo prefeito Marcelo Rangel, que está em viagem de trabalho à Colômbia.

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