UEPG suspende calendário universitário

O Conselho Universitário da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) decidiu suspender o calendário universitário da instituição. Essa é a segunda vez apenas em 2015 que o órgão cancela o cronograma de atividades da UEPG - a ação era um dos pedidos do Sinduepg, sindicato que representa os professores da instituição.
A decisão foi tomada durante a manhã de hoje (19) em uma reunião que aconteceu no Conselho no Observatório Astronômico da Universidade - agora o Conselho deve aguardar o fim da greve para propor um novo cronograma de atividades.
Na prática a medida significa que todas as atividades da UEPG estarão oficialmente suspensas por tempo indeterminado e, quando a greve e o imbróglio com o Governo do Estado for resolvido, um novo calendário do ano letivo deve ser elaborado para que os alunos tenham direito aos 200 dias letivos. Mesmo os professores que decidirem “furar” a greve não poderão dar aulas já que o calendário estará oficialmente suspenso.
Vestibular de Inverno em risco
Caso a greve da rede estadual de Ensino continue, o reflexo direto poderá ser sentido na realização das provas do Vestibular de Inverno da UEPG, com testes agendados para 12 e 13 de julho. Isso por que, a Universidade utiliza salas de aulas de escolas estaduais da região para aplicação das provas. Normalmente, o Vestibular ocorre no período de férias dessas instituições. Se as escolas não tiverem férias para compensar os dias de paralisação, a data das provas da UEPG poderá ser alterada.
Greve continua na UEPG
A segunda paralisação do ano na UEPG completa hoje o 28º dia. Em fevereiro, cerca de 90% dos professores aderiram a primeira greve na Instituição – o manifesto era contrário ao “pacote de maldades” enviado pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa do Paraná.
Os docentes voltaram as atividades no dia 16 de março (já com o calendário acadêmico revisto) e voltaram a cruzar os braços no dia 16 de abril. A segunda paralisação da categoria aconteceu em protesto contra o reenvio do projeto de lei que alterou o sistema da ParanáPrevidência – a medida foi aprovada com a Alep de portas fechadas e cercada por mais de mil policiais militares.
Confronto ‘azedou’ relação
O ‘confronto’ do último dia 29 de abril no Centro Cívico de Curitiba azedou ainda mais a relação entre os servidores públicos e o governo do Estado. Ao menos 200 pessoas ficaram feridas e o fato ganhou repercussão negativa no Brasil e no mundo - professores de Ponta Grossa relataram momentos de horror vividos no local da ‘batalha’.
Três ocupantes de cargos de confiança do Governo Richa foram exonerados ou pediram exoneração depois do fato, entre eles o ex-secretário de segurança pública, Fernando Francischini e o então comandante-geral da Polícia Militar, César Kogut.





















