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Prefeitura realoca motoristas do Samu na pasta de Saúde

Servidores foram afastados por conta de sindicância aberta em caso de acidentes com ambulâncias, mas prefeitura disse que eles seguem atuando em outros setores da fundação.

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Rodrigo de Souza

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Servidores foram afastados por conta de sindicância aberta em caso de acidentes com ambulâncias, mas prefeitura disse que eles seguem atuando em outros setores da fundação.

A prefeitura de Ponta Grossa decidiu realocar três motoristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para outras áreas da Fundação Municipal de Saúde. A opção foi tomada após a abertura de uma sindicância que apura acidentes de trânsito envolvendo as ambulâncias do serviço médico. Durante as investigações, os servidores atuarão como motoristas da fundação, sem se envolver com o Samu.

A situação desagradou o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ponta Grossa, que afirmou se tratar de uma atitude autoritária e que causaria prejuízos para os funcionários – por conta da função gratificada que ganham no serviço de emergência.

Nos últimos dias, três acidentes com ambulâncias do Samu foram registrados em Ponta Grossa. Através da assessoria de imprensa, a prefeitura informou que a abertura da sindicância é um procedimento padrão em casos como este, e que os servidores precisam ser afastados para garantir a idoneidade do processo.

De acordo com a Fundação Municipal de Saúde, os motoristas não foram contratados, através do concurso, exclusivamente para o Samu. Sendo assim eles pode desenvolver atividades de motorista na própria fundação e, desta maneira, continuam exercendo a função que foram contratados. Além disso, o afastamento temporário não traria prejuízos para o funcionamento do sistema, já que o serviço conta com 27 motoristas (já descontando os três afastados).

O departamento jurídico do Sindicato dos Servidores está analisando a situação e garantiu que irá adotar as medidas necessárias. Para os representantes, a ação “fere o princípio do direito de defesa. Adotando dessa forma a presunção de culpa”. “O Município tirou suas conclusões baseados em indícios, sem apurar de fato o que houve e colocando esses trabalhadores em situação humilhante”, afirmou, em nota publicada nas redes sociais.

SindServ se reunirá com servidores do Samu

O Sindicato deve reunir servidores do SAMU e pedir uma audiência urgente com o prefeito Marcelo Rangel (PSDB) para saber de quem partiu a determinação para que os trabalhadores fossem afastados, bem como “pedir ao chefe do Executivo que determine que o procedimento adotado seja revisto e que esses motoristas possam trabalhar dignamente”. E que, se caso algum deles tenha cometido alguma infração, que seja verificado através de uma sindicância com o direito de ampla defesa, o que até o momento não ocorreu, segundo o sindicato.

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