Conselho da UEPG discute suspensão do calendário na 3ª

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) pode ter o calendário acadêmico suspenso pela segunda vez em 2015 - a decisão será discutida pelo Conselho Universitário da instituição na próxima terça-feira (19). A reunião acontecerá na Sala dos Conselhos no Campus de Uvaranas a partir das 9h e o cancelamento do cronograma é uma das reivindicações do movimento grevista.
Na última quarta-feira (13) os professores da instituição decidiram manter a greve por tempo indeterminado - a decisão foi tomada depois que o Governo do Estado não divulgou o índice de reajuste da Data-Base. Ontem (14) o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), anunciou uma proposta de reajuste de 5% e disse encerrar as negociações com os sindicatos - além disso o governo também divulgou o cancelamento das férias de julho e a contratação de professores temporários.
Movimento grevista na UEPG
Amanhã (16) a segunda greve de 2015 na UEPG completa 30 dias - os docentes começaram as paralisações já antes do início do ano letivo. Em fevereiro, cerca de 90% dos professores aderiram a primeira greve na Instituição - o manifesto era contrário ao "pacote de maldades" enviado pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa do Paraná.
Os docentes voltaram as atividades no dia 16 de março (já com o calendário acadêmico revisto) e voltaram a cruzar os braços no dia 16 de abril. A segunda paralisação da categoria aconteceu em protesto contra o reenvio do projeto de lei que alterou o sistema da ParanáPrevidência - a medida foi aprovada com a Alep de portas fechadas e cercada por mais de mil policiais militares.
Confronto 'azedou' relação
O 'confronto' do último dia 29 de abril no Centro Cívico de Curitiba azedou ainda mais a relação entre os servidores públicos e o governo do Estado. Ao menos 200 pessoas ficaram feridas e o fato ganhou repercussão negativa no Brasil e no mundo - professores de Ponta Grossa relataram momentos de horror vividos no local da 'batalha'.
Três ocupantes de cargos de confiança do Governo Richa foram exonerados ou pediram exoneração depois do fato, entre eles o ex-secretário de segurança pública, Fernando Francischini e o então comandante-geral da Polícia Militar, César Kogut.





















