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Justiça descarta homicídio no 'Caso Rodrigo'

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Rodrigo de Souza

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O Juiz da 2ª Vara Criminal de Ponta Grossa, André Luiz Schafranski, desclassificou a acusação de homicídio qualificado na morte do empresário Rodrigo Carneiro, ocorrida em março do ano passado. A Justiça reconheceu que não houve homicídio no caso e os acusados irão responder pelo crime de lesão corporal seguida de morte. Com isso, o julgamento dos réus não irá à júri popular.

O advogado Willyan Laranjeira, que defende o réu Dario de Almeida, afirmou que a sentença é clara quanto à tipificação do crime. “A Justiça foi feita e reconheceu o que dizíamos desde o começo. Não houve homicídio e o fato foi confirmado através de testemunhas e toda a investigação do caso”, destacou o advogado.

A defesa dos três réus (Rafael Zito Silva, Eder Fabiano Maior e Dario de Almeida) se baseou principalmente em declarações e laudos médicos, que confirmaram o mau atendimento de pessoas que prestaram os primeiros socorros a Rodrigo Carneiro assim que ele caiu no chão, logo após a agressão – antes mesmo da chegada do Corpo de Bombeiros.

“O problema maior, de acordo com os médicos, foi o atendimento dos populares. Isso teve uma influência muito grande no caso. Posteriormente, inclusive, esses amigos do Rodrigo podem ser indiciados pela forma que fizeram o atendimento”, declara Laranjeira.

Família recorrerá da decisão

Os advogados Fernando Madureira e Angelo Pilatti Junior, que representam a família do empresário Rodrigo Carneiro irão recorrer da decisão do Juiz da 2ª Vara Criminal.

Segundo Madureira, os assistentes de acusação acompanham o entendimento do Ministério Público de que se trata no caso de homicídio por dolo eventual. “Os acusados agrediram covardemente a vítima, e assim agindo assumiram o risco de causar a morte da mesma, como efetivamente ocorreu”, disse o advogado.

Pilatti afirmou que a pena pelo crime de lesão corporal seguida de morte, que é de 04 a 12 anos, é branda para o crime cometido em via pública contra a vítima. O recurso apresentado pelos advogados deve ser apreciado pelos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná.

Relembre o caso

Proprietário de uma loja especializada em artigo de skate, Rodrigo se envolveu numa confusão com outros homens que estavam em frente a um posto de combustível. Imagens do sistema de monitoramento da Guarda Municipal mostram o empresário sendo atingido com chutes e murros. Um dos golpes o fez cair de costas, contra a calçada, batendo a cabeça. O caso teve grande repercussão na cidade.

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