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Sanepar investirá R$ 15,5 mi de forma emergencial em PG

Verba será utilizada para aumentar a vazão do Rio Pitangui e incrementar volume de água produzida em Ponta Grossa. Sistema pode entrar em colapso se não for remediado.

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Rodrigo de Souza

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Verba será utilizada para aumentar a vazão do Rio Pitangui e incrementar volume de água produzida em Ponta Grossa. Sistema pode entrar em colapso se não for remediado.

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) irá investir R$ 15,5 milhões em caráter emergencial no sistema de abastecimento de Ponta Grossa. O valor foi confirmado pela diretora geral da região Sudeste da companhia, Jeanne Schmidt, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Ponta Grossa, realizada durante a semana.

O valor será direcionado para ampliar a vazão do Rio Pitangui, principal manancial de abastecimento da cidade e que corresponde a 70% da água consumida pela população – os outros 30% são captados na bacia do Alagados. Durante a reunião do conselho, os diretores da Sanepar também afirmaram que a medida emergencial deve reduzir o déficit de abastecimento em Ponta Grossa, que se não for remediado até 2021, pode causar um colapso no sistema.

O aumento da vazão no Rio Pitangui é uma maneira paliativa para então, até 2026, realizar a captação de água de um novo polo, o Rio Tibagi. “Com a captação do Rio Tibagi, se cumpriria com a legislação ambiental e teria segurança operacional para incrementar em 50% do volume produzido atualmente em Ponta Grossa”, afirmou Jeanne.

Na reunião a gerente ainda comentou sobre os investimentos efetuados nos últimos anos, como também intenções de investimentos para novo contrato, com previsão de R$ 422 milhões, além da aplicação de R$ 1,2 bilhão na manutenção da rede, que somados deve superar a marca de R$ 1,7 bilhão aplicados na área do saneamento, em Ponta Grossa.

A nova proposta de contrato de programa, a Sanepar prevê realizar investimentos de R$ 161 milhões na rede de abastecimento de água, para garantir o atendimento em 100% do município, mesmo diante da crescente expansão populacional e surgimento de novos conjuntos habitacionais. “O contrato de concessão estará vigente até 2026, mas o contrato de programa irá assegurar todos os investimentos acordados e detalhados com o ano de implantação”, disse a gerente sobre a nova proposta, que teria vigência para os próximos 30 anos.

CEI na Câmara analisa contratos atuais

A Câmara de Ponta Grossa instaurou em agosto uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para analisar contratos entre a Sanepar e a Prefeitura desde que a companhia iniciou as operações na cidade. Batizada de ‘CEI do Saneamento’, o grupo é liderado pelo vereador Jorge da Farmácia (PDT). O objetivo, segundo o vereador, é investigar os contratos que “vigoraram, os que estão em vigor e também o que há de vir”, se referindo às propostas referentes ao novo contrato proposto pela companhia.

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