“Greve compromete férias de julho”, afirma secretária | aRede
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“Greve compromete férias de julho”, afirma secretária

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Rodrigo de Souza

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A greve das escolas públicas municipais no Paraná irá comprometer as férias de julho, de acordo com a nova secretária de Educação do estado, Ana Seres Trento Comim. Com a perspectiva de pelo menos mais uma semana de paralisação dos professores, aliado aos 29 dias da primeira greve (entre os meses de fevereiro e março), o calendário escolar deverá ser refeito e as férias de inverno, inicialmente previstas para julho, não devem acontecer.

Desde o fim da última greve dos professores, logo no início do ano letivo, ficou definido que o recesso de julho seria de apenas uma semana, para repor os 29 dias ‘parados’ nas escolas públicas municipais. No entanto, a nova secretária de Educação disse que os últimos sete dias restantes devem ser utilizados para reposição das aulas perdidas durante a segunda greve, para que as aulas de 2015 acabem no dia previsto anteriormente – 23 de dezembro.

“Durante a primeira paralisação, refizemos o calendário escolar e ainda tivemos uma semana de recesso no mês de julho. A ideia é usar essa semana para repor as aulas, mas vamos esperar o fim da greve para definirmos”, disse a secretária Ana Seres.

Durante a manhã da quinta-feira (07), a secretária e outros membros da pasta estiveram reunidos com representantes da APP-Sindicato, que representa os professores, e discutiram sobre a ‘reforma’ no calendário escolar. Após a reunião, Ana Seres afirmou que é necessário o fim da paralisação para refazer o atual calendário, pois só assim seria possível calcular os dias de aulas que devem ser repostos.

Atualmente, cumprir os 200 dias letivos até 23 de dezembro só seria possível com aulas aos sábados. A secretária afirmou que irá conversar com os representantes dos 32 Núcleos Regionais de Educação (NREs) para estudar alternativas viáveis para o cumprimento do calendário.

NRE de Ponta Grossa aguarda definições do Estado

A chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Ponta Grossa, Maria Isabel Vieira, afirmou que aguarda orientações da secretaria de Educação do Paraná para a discussão do novo calendário, mas que ele só deve ser definido assim que a greve for encerrada. O NRE local engloba 114 escolas na região dos Campos Gerais, envolvendo 56 mil alunos e 3.500 professores.

Escolas de PG e da região ‘furam’ a greve dos professores

Segundo dados repassados pelo NRE de Ponta Grossa, 18 das 114 escolas estaduais amparadas pelo núcleo não aderiram à greve dos professores. Além disso, outras 24 instituições tiveram adesão parcial – ou seja, alguns professores seguem dando aula e outros não.

De acordo com informações da regional de Ponta Grossa da APP-Sindicato, das 48 escolas do município, 46 foram contatadas sobre a greve. Destas, duas continuam com aulas somente no período noturno (Colégio Estadual Presidente Kennedy, no São José, e Colégio Estadual Professor Meneleu de Almeida Torres, no Jardim Carvalho), uma com aulas durante o dia, com 20% dos professores em salas-de-aula (Escola Estadual Jesus Divino Operário, em Oficinas), e outras duas estão com aulas parciais – enquanto 41 estão com as atividades 100% paralisadas. Além disso, os Centros Estaduais de Educação Básica para Jovens e Adultos (Ceebja) estão funcionando normalmente.

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