Rangel ressalta independência socioeconômica de PG
Prefeito reforça capacidade do município em gerar todos os tipos de serviço à população, evitando deslocamentos para a capital. Alinhamento com Estado também é destaque.

Prefeito reforça capacidade do município em gerar todos os tipos de serviço à população, evitando deslocamentos para a capital. Alinhamento com Estado também é destaque.
No aniversário de 196 anos de emancipação de Ponta Grossa, o prefeito Marcelo Rangel (PSDB) vê consolidado um ciclo de desenvolvimento industrial e econômico do Município. O líder do Poder Executivo acredita que, além do trabalho realizado ao longo da gestão para atrair grandes indústrias, alguns fatores indiretos – como o avanço do Ensino Integral – também contribuíram para a consolidação da cidade como potência paranaense quando o assunto é a economia.
O prefeito ainda reiterou o apoio que recebe, desde o início da gestão de Ratinho Junior (PSD), do governo do Estado. A cidade possui laços bastante estreitos com o alto escalão do governo e também com grandes lideranças do Poder Legislativo.
Os fatores fizeram com que, na visão de Rangel, Ponta Grossa se tornasse uma cidade totalmente independente – do ponto de vista de serviços necessários à população. Como o prefeito destaca, hoje não é mais necessário que o cidadão se desloque para Curitiba ou outra grande cidade brasileira para buscar recursos antes não encontrados na Princesa dos Campos.
Jornal da Manhã: Ponta Grossa aparece bem posicionada em uma série de levantamentos sobre o desenvolvimento econômico de municípios. Na sua visão, qual o principal fator para o crescimento da cidade acontecer de maneira tão acelerada nos últimos anos?
Marcelo Rangel: Acredito que principalmente por conta da questão industrial. A cidade sempre teve como alicerce o agronegócio – e continua com o agro muito pujante. Mas tivemos uma adição muito forte, uma contribuição no setor de serviços. Ponta Grossa sempre ficava muito atrás de outros municípios do mesmo porte por ser localizada muito perto da capital. Então quando buscavam um serviço, seguiam para Curitiba. Hoje temos independência total em diversas áreas, para que os ponta-grossenses possam usufruir dos serviços dentro da própria cidade. Isso contribuiu para que a nossa arrecadação aumentasse, o comércio aumentasse e também o setor industrial crescesse de maneira conjunta.
JM: Então o crescimento do setor de serviços acarretou nos avanços industriais de Ponta Grossa?
Rangel: Isso. Porque esse crescimento de maneira geral colabora diretamente com o aumento de receita, gerando prospectividade direta e indireta. Isso faz com que investidores sejam atraídos por Ponta Grossa e, consequentemente, trazendo novas indústrias em outras áreas para sustentar indústrias maiores. Tudo isso somado ao fato de que passamos a ter cargos de alto escalão de empresas, com grandes salários nas multinacionais, que são absorvidos pela vida princesina. E com isso, claro, a economia acaba girando em uma velocidade muito maior.
JM: Como o prefeito disse, Ponta Grossa hoje se destaca pela atração de grandes indústrias, mas o cenário nem sempre foi esse. Qual foi o momento da história, na sua visão, em que houve essa ‘virada’ que transformou a cidade em um grande atrativo para empresários?
Rangel: Parece até algo improvável o que vou dizer. Mas foi justamente pelo fato de investirmos na área educacional é que nós tivemos um incremento na nossa receita, no nosso orçamento. A cada escola em tempo integral que nós inauguramos, recebemos mais recursos do FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação], do governo federal. Com isso a cidade foi crescendo, desenvolvendo nossa receita, atraindo investimento de fora, de outros países, e com isso o mercado e nossa economia regional foram se aquecendo mesmo diante da maior crise do Brasil. Eu percebi que a cidade de Ponta Grossa tinha realmente uma grande perspectiva de crescimento econômico já em meados de 2013... Aliás, no início da nossa gestão, com uma mudança de filosofia que acabou atraindo também novos investidores. Mas infelizmente nós sofremos um pouco com um problema de recessão, uma crise em nível nacional que atrasou um pouco nossos planos. Hoje eu não tenho mais dúvidas de que, depois de ultrapassar Cascavel, Foz do Iguaçu, Maringá e estarmos muito próximos de ultrapassar Londrina, nossas perspectivas são as melhores possíveis na questão econômica.
JM: Hoje Ponta Grossa tem uma proximidade muito grande com o governo do Estado, como há muito tempo não se via. Principalmente por conta das lideranças locais que fazem parte do primeiro escalão do governo e também do alinhamento com o próprio Ratinho Junior. Qual a importância dessa relação para o desenvolvimento da cidade?
Rangel: O alinhamento que o governo municipal tem com o governo estadual é extremamente benéfico para a população. Primeiro porque os assuntos e demandas, inclusive as dificuldades que temos no dia a dia, são compartilhadas com o governo do Estado. Essa semana mesmo fizemos um grande anúncio na área da Saúde [previsão de abertura de uma nova Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) no Centro da cidade em 2020], justamente porque nós temos um acesso muito grande a dois representantes estaduais: o deputado Hussein Bakri, que é líder do governo de Ratinho Junior na Assembleia, e o secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, que é de Ponta Grossa e é responsável pela pasta com os mais altos recursos do governo estadual. Esse alinhamento facilita muito a obtenção de mais investimentos e de mais recursos. E elo fato de Ponta Grossa estar alinhada ao governo do Estado, ela também é vista com outros olhos. Estamos percebendo que quem deseja investir em Ponta Grossa está vendo que a cidade tem uma bela perspectiva de crescimento, justamente pelo alinhamento político que nós temos – tanto com o governo estadual, quanto com o governo federal.
JM: Em uma frase: por que morar em Ponta Grossa?
Rangel: Porque é apaixonante viver na querida Princesa dos Campos.





















