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Prefeitura inicia restauração da Concha Acústica

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| Autor: Rodrigo de Souza

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Teve início nesta quarta-feira, 6, as obras de reforma e restauro da Concha Acústica Carlos Afonso Buch, alvo de um incêndio em junho de 2013. A empresa vencedora da licitação por tomada de preços foi a Ueme Construção Civil Ltda., com valor de R$ 134.711,56. O prazo para a entrega da revitalização é de 120 dias.

Toda a estrutura da Concha Acústica será revitalizada seguindo os parâmetros do restauro. O palco vai ganhar novo piso de madeira tratada, além da troca do forro, que será substituído por madeira. Na parte interna será instalado piso de porcelanato e novas instalações elétricas, hidro-sanitárias e de combate a incêndio. A obra engloba também a pintura interna e externa do edifício.

O projeto foi proposto pelas equipes da Secretaria Municipal de Planejamento e Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Ponta Grossa (Iplan), e analisado e aprovado pelo Conselho Municipal de Patrimônio Cultural (Compac). O Conselho está acompanhando todas as etapas do processo de restauração da Concha Acústica, já que o imóvel é tombado como patrimônio histórico e cultural.

Carolyne Abilhôa, diretora do Departamento de Patrimônio Cultural e integrante do Compac, explica que o papel do Conselho em um restauro como este é prezar para que não sejam perdidas as características históricas do edifício. “Nós cuidamos de todos os detalhes para que a restauração não cause danos às características originais da Concha Acústica, que são de fundamental importância para a história de Ponta Grossa”, esclarece.

Segundo o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Paulo Eduardo Goulart Netto, assim que o espaço for restaurado deve receber atividades artísticas da Fundação de Cultura e de parceiros, além da volta da Casa do Artesão para o local. “Nossa ideia é criar uma atividade cultural contínua, para que a Concha Acústica se torne cada vez mais viva para a população, prevenindo os ataques de vandalismo e a depredação do local”, explica o presidente.

História

A Concha Acústica localizada na Praça Barão do Rio Branco foi projetada pelo engenheiro e arquiteto ponta-grossense Carlos Bonfily e construída em 1938 pelo prefeito da época, Albary Guimarães. Em 1960, o espaço recebeu um anexo para abrigar a Banda-Escola Lyra dos Campos, denominado Maestro Paulino Martins Alves, que na época regia a banda.

O palco da Concha Acústica já foi usado para comícios, apresentações culturais populares, ensaios da Banda Lyra, concentração para as fanfarras nos desfiles cívicos, sede da Rede de Alto Falantes (RAF) e até um posto médico. Depois que a Banda Lyra mudou de lugar, nos anos 80, a então Secretaria de Cultura e Educação usou o palco para o projeto Sexta às Seis, e a parte de baixo do palco serviu de depósito para a Casa do Artesão, que funcionava ao lado. Por meio da lei nº 11.119/2012, a Câmara Municipal de Ponta Grossa denominou de Carlos Afonso Buch a Concha Acústica. Em junho de 2013, o edifício foi atingido por um incêndio que provocou sua interdição.

Informações da Assessoria de Imprensa.

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