Toque feminino no universo cartoon | aRede
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Toque feminino no universo cartoon

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Daniel Petroski

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Quem vê a secretária Giselle Jansen Xavier de Barros trabalhando não imagina que, para além das intermináveis horas ao telefone e da vida agitada com os agendamentos diários, ela arrume tempo para se dedicar a algo que muitos chamam de hobby, mas que para ela já é profissão. “Eu desenho desde criança. Na escola, quando havia trabalhos que precisasse desenhar, todos recorriam a mim. Para aperfeiçoar, fiz meu primeiro curso de desenho com 12 anos. Todavia, foi somente em 2008 que comecei a desenhar profissionalmente. Os meus desenhos são praticamente um reflexo de tudo que mais gosto: pessoas, filmes, momentos”, revela ela hoje com 24 anos.

Há sete anos como desenhista autônoma, Giselle acredita que a definição dos seus traços depende muito do momento que está vivendo. “Houve um tempo que meu traço girava em torno do estilo mangá pela influência na época e a facilidade de ilustrar personagens de caráter infantil. Hoje as minhas criações podem ser classificadas como ‘cartoons’. Elas carregam a essência exagerada e cômica deste estilo”, define.

Apesar de ser um universo na grande maioria composto por homens, Giselle revela que nunca sofreu nenhum tipo de preconceito. “Nunca presenciei nenhuma espécie de preconceito direcionada a mulher desenhista. Neste campo há muita igualdade entre gêneros. Talvez o preconceito perdure no ato de desenhar. Este sim ainda é visto mais como um hobby do que como uma profissão. Admiro os desenhistas que conseguem tornar sua aptidão uma carreira”, explica. Por conta disso, entre os seus maiores sonhos está o de nunca parar de desenhar. “Uma regra que considero importante é nunca parar de desenhar, independente da profissão que exerça. Um dia ainda pretendo unir minhas profissões em uma só e descobrir que elas têm muito mais em comum do que poderia imaginar”, finaliza.

Desenhista analisa setor em PG

Na opinião de Giselle Jansen Xavier de Barros, a cidade de Ponta Grossa oferece oportunidades para os desenhistas. “Me refiro a oportunidades como concursos e exposições para que os artistas mostrem seus talentos. Eu mesma já participei de algumas modalidades. Existem artistas que fazem trabalhos incríveis, com todo tipo de material. É realmente algo muito lindo de se ver”, fala. No entanto, ela acredita que poucos passam a atuar profissionalmente. “A vida profissional muitas vezes é difícil. Não somente em Ponta Grossa, mas o país carece de reconhecimento em algumas áreas da arte, o desenho principalmente. Falta um incentivo para estas pessoas”, justifica.

Informações do Jornal da Manhã.

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