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Após 'guerra', professores da UEPG mantêm greve

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Afonso Verner

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Os professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) confirmaram ontem (30) a continuidade da greve na instituição. Os docentes se reuniram em assembleia e votaram pela manutenção do movimento grevista. Além disso, os docentes também repudiaram com veemência a violência policial contra professores e funcionários públicos que deixou mais de 200 feridos no Centro Cívico de Curitiba na última quarta-feira (29).

Essa é a segunda vez apenas em 2015 que os professores da UEPG entram em greve - os docentes protestavam, em um primeiro momento, com um pacote de austeridades imposto pelo Governo do Estado e agora repudiam o projeto que altera o sistema da ParanáPrevidência. Mesmo com o confronto no Centro Cívico, a Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) aprovou o projeto e a medida foi rapidamente sancionada pelo Governador Beto Richa (PSDB).

Paralisação deve crescer

Após as cenas de selvageria registradas no Centro Cívico e de vários professores da UEPG e da Rede Estadual de ensino acabarem feridos, a expectativa é de que o movimento grevista cresça na Universidade e também nas escolas estaduais. Alguns docentes que não haviam paralisado as atividades usaram as redes sociais para demonstrar indignação com o caso e anunciar que também ficarão de braços cruzados.

Os atos da Polícia Militar no Centro Cívico de Curitiba e a decisão dos deputados estaduais pela aprovação do projeto de lei 252/2015 foram alvos de protestos dos professores em Ponta Grossa. Durante a tarde desta quinta-feira (30), docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e professores da rede pública estadual simbolizaram o estado de luto pela educação do Paraná.

Estudantes também se mobilizam

Ponta Grossa realizou nesta quinta-feira (30) dois atos em repúdio à guerra ocorrida na tarde de ontem no Centro Cívico, em Curitiba, entre policiais militares e manifestantes. Às 14 horas, haverá uma caminhada pela região central da cidade. A concentração aconteceu na Praça Barão de Guaraúna (Praça dos Polacos) e deve seguir pela Avenida Vicente Machado até o Parque Ambiental.

Às 19 horas estudantes universitários de Ponta Grossa promoveram um ato público em apoio aos professores que foram atacados durante os confrontos de ontem. O grupo se concentrou no Parque Ambiental e a orientação dos organizadores é para que os participantes se vistam de preto, em sinal de luto.

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