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Conselho questiona valor do transporte público em PG

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Afonso Verner

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De acordo com estudos do Conselho Municipal de Transporte (CMT), a atual tarifa da Viação Campos Gerais (VCG) apresenta um superávit de aproximadamente R$ 0,10 centavos. O valor é referente à diferença entre a proposta aprovada pelos conselheiros e a decisão do prefeito de Ponta Grossa Marcelo Rangel (PPS), anunciada no dia 31 de dezembro. Na ocasião, Rangel ignorou os estudos do CMT e decretou uma tarifa de R$ 2,85 para todos os usuários do transporte público.

O CMT tem questionado as razões que levaram o prefeito a eliminar o desconto no bilhete eletrônico e decretar um valor acima do proposto. “Não houve nenhum esclarecimento sobre o reajuste. Fizemos correspondências ao governo, mas o prefeito (Rangel) não quis nos receber”, conta o presidente do Conselho, Helmiro Bobeck.

Além de correspondências, o órgão chegou a enviar requerimentos de informação ao Governo Municipal para entender os critérios da majoração, mas não obteve respostas. “Como as correspondências não foram respondidas e nos disseram que não havia obrigação de responder, protocolamos requerimentos de informação, que teriam 15 dias para resposta. Mas eles também não foram atendidos”, comenta Bobeck.

A tarifa proposta pela entidade, no dia 15 de dezembro, previa a cobrança de R$ 2,70 no bilhete eletrônico e R$ 2,90 no pagamento em dinheiro. Conforme dados obtidos pelos conselheiros, 60% dos usuários do transporte coletivo utilizam o cartão – o que resultaria em uma tarifa média de aproximadamente R$ 0,10 abaixo do valor decretado por Rangel.

O CMT também incluiu na proposta de reajuste a eliminação dos cobradores dos ônibus ‘Sem Parar’ e investimentos no sistema da bilhetagem eletrônica. Nenhuma das medidas foi acatada pelo governo, que determinou o reajuste junto ao anúncio do Programa Passe Livre. “Até então o prefeito sempre tinha aceitado as propostas do conselho. É lamentável essa situação. O passe livre foi uma desculpa para propor o aumento na tarifa acima do previsto, não houve estudos nem nada, nunca passou pelo conselho”, conta o presidente da entidade.

A reportagem do Jornal da Manhã entrou em contato com o governo via assessoria de imprensa, para esclarecer o impasse junto ao CMT. No entanto, até o fechamento da edição, não houve respostas.

TRANSPORTE - Conselho cobra auditoria nas contas

Além das propostas referentes aos valores da tarifa, o Conselho Municipal de Transporte (CMT) recomendou uma auditoria na contabilidade da Viação Campos Gerais (VCG). A recomendação partiu da representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no CMT, Graziela Gomes. De acordo com a proposta, a auditoria deveria ser realizada para solucionar dúvidas dos conselheiros sobre as despesas e receitas da concessionária do transporte coletivo em Ponta Grossa. O JM entrou em contato com a assessoria do Governo Municipal, mas até o fechamento da edição não houve manifestações sobre a auditoria.

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