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PF inclui Caixa Econômica no foco das investigações

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Com a nova etapa da Operação Lava-Jato, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) ampliam as investigações para esquemas de corrupção em outros órgãos públicos e colocam a Caixa Econômica Federal (CEF) no centro do escândalo.

De acordo com investigadores, as empresas de André Vargas e Leon Vargas receberam cerca de R$ 50 milhões em contratos firmados com a Caixa. Além do faturamento via contratações diretas com o banco público, a Limiar Consultoria e Assessoria em Comunicação Ltda e a LSI Soluções em Serviços Empresariais Ltda, também controladas pelos irmãos Vargas, receberam comissões de pelo menos cinco empresas subcontratadas pela Borghierh Lowe Propaganda.

Dirigida pelo empresário Ricardo Hoffmann, a Lowe foi contratada para executar serviços de publicidade para a Caixa e para o Ministério da Saúde. Com a intenção de eliminar rastros dos repasses a Vargas, a Lowe teria atribuído às agências terceirizadas o pagamento de bônus de volume (BV) às empresas de fachada do ex-deputado federal pelo PT.

A influência política de Vargas na vice-presidência da Câmara dos Deputados teve papel fundamental no esquema. Segundo as investigações da PF, Vargas utilizou da influência no Governo Federal para facilitar as contratações de Hoffmann com a Caixa e o Ministério da Saúde, que ultrapassaram R$ 100 milhões desde 2011.

Com bom trânsito no governo, o deputado cassado teria indicado Clauir dos Santos na superintendência de Marketing da Caixa – cargo responsável pela gestão de toda a verba de publicidade do banco público.

“Em síntese, a agência de publicidade Borghierh Lowe Propaganda e Marketing Ltda teria contratado serviços das empresas E-noise, Luis Portela, Conspiração, Sagaz e Zulu Filmes para a realização de serviços de publicidade para as referidas entidades públicas [Caixa e Ministério da Saúde], e as orientado a realizar pagamentos de comissões de bônus de volume nas contas das empresas Limiar e LSI controladas por André Vargas e seus irmãos”, informa trecho do despacho do juiz federal 13ª Vara Federal de Curitiba Sérgio Moro.

MARKETING DA CAIXA - Clauir dos Santos é natural de PG

Assim como o juiz Sérgio Moro, o superintendente nacional de Marketing da Caixa Econômica Federal (CEF) Clauir dos Santos também é natural de Ponta Grossa e já esteve no município, no passado recente, para celebrar convênios do banco com instituições da cidade. A reportagem do Jornal da Manhã entrou em contato com Santos, mas não obteve respostas até o fechamento da edição.

A assessoria de imprensa da Caixa disse que vai abrir um procedimento para averiguar o caso. Assim como o Ministério da Saúde, o banco informou que vai encaminhar imediatamente todos os contratos relacionados às empresas citadas à Controladoria Geral da União, Polícia Federal e Ministério Público.

As informações são do Jornal da Manhã

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