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BRDE pretende expandir financiamentos na região

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Fernando Rogala

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Expandir a atuação na região e promover o desenvolvimento dos municípios dos Campos Gerais. Estes são uns dos principais objetivos do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), segundo o Diretor Administrativo do Banco no Estado do Paraná, Orlando Pessuti. Ele esteve em Ponta Grossa na noite de ontem, junto com o Superintendente no Estado, Paulo Cesar Starke Junior, em evento na Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), voltado para empresários da região.

A visita ao município ocorreu para promover o Banco junto a empresários da região e para formar uma parceria com a Acipg, segundo Pessuti, de modo que a entidade possa ajudar na difusão do BRDE, e tornando-o conhecido de todos os seus associados. “Queremos orientar mais na área de investimento, que esse é o nosso foco, para a construção de um galpão, compra de maquinário, por exemplo. O BRDE tem diferenciais em relação aos bancos convencionais, com linhas de crédito que tem prazo maior para pagar, carência maior do que tradicionalmente os outros bancos têm, o prazo de financiamento é maior e a taxa de juro é menor”, declarou Pessuti, em visita ao JM. Esse fortalecimento é necessário, segundo ele, pela restrição de acesso ao banco, que por não ter agências em todas as cidades (no Paraná, por exemplo, há agência apenas em Curitiba), os serviços devem ser consultados pelo telefone, pela internet, ou por representantes.

Em relação ao outro banco público do Estado, o Fomento Paraná, Paulo Cesar Starke cita alguns diferenciais. “A Fomento tem uma carteira de credito público muito grande; e nós atuamos mais no privado. Eles atuam mais no microcrédito, até R$ 300 mil; e nós para o pequeno, médio e grande empresário, com créditos a partir de R$ 50 mil. E, terceiro, que eles atuam mais na indústria, comércio e serviços; e nós fazemos mais agronegócio e um pouco de indústria”, diz.

Contudo, além do crédito direto ao empresário, há a contratação por meio de parceiros, como o Sicredi e o Sicoob. “O produtor rural que faz Pronaf vem direto para o BRDE; os produtores da agricultura familiar vão ao Sicredi e a gente disponibiliza para o produtor. E, nos Campos Gerais, temos parcerias com as três principais cooperativas (Batavo, Capal e Castrolanda).

Crise não afeta atuação do BRDE

Apesar do momento de crise, o BRDE segue com intensa procura por crédito, segundo Starke. Ele explica que, pelo dato de que ser um banco de fomento ao investimento, atua no contraciclo. Enquanto os bancos comerciais freiam, aumenta uma demanda sobre o BRDE. “Em momentos de crise, o empresário pensa que aquele momento é o de oportunidade. Como o banco comercial foca o curto prazo, ele para de agir, nós continuamos agindo”, diz. “Nessas épocas, para não diminuir o emprego e a Receita, que significa diminuir mais a arrecadação, o governo aporta recursos de seus bancos de fomento, que continuam fazendo o contraponto”, conclui Pessuti.

Informações do Jornal da Manhã.

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