Tarifa será definida até o dia 15 e deve ficar acima de R$ 4
Presidente do CMT afirma que sistema opera há 18 meses em defasagem e está à beira do colapso. Após mudança na lei, representes da OAB-PG, Acipg e UEPG se afastam do Conselho.

Presidente do CMT afirma que sistema opera há 18 meses em defasagem e está à beira do colapso. Após mudança na lei, representes da OAB-PG, Acipg e UEPG se afastam do Conselho.
Os usuários do sistema de transporte público de Ponta Grossa podem se preparar para um aumento de no mínimo R$ 0,20 no preço da passagem. É o que indicou o presidente do Conselho Municipal de Transporte (CMT), Antonio Carlos Demario, em entrevista ao portal aRede na tarde desta quinta-feira (1º).
Segundo Demario, o sistema opera há 18 meses com um valor defasado e está à beira de um colapso. Para evitar problemas – como a falta de pagamento de funcionários da Viação Campos Gerais, por exemplo – o CMT pretende finalizar até o dia 15 de agosto as discussões referentes ao novo valor da tarifa técnica e repassá-la ao prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel (PSDB). Na última reunião do grupo, a Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT) repassou aos conselheiros as planilhas de gastos da VCG com o sistema. O grupo volta a se reunir na próxima quarta-feira (8), às 16h30, para discutir sobre os dados. A expectativa do presidente é que uma definição sobre o valor saia somente no dia 15 de agosto, prazo final para o repasse da tarifa técnica.
“Vai passar de R$ 4, sem dúvidas. Mas em quanto ficará exatamente, não sei dizer. O sistema tem uma defasagem de 18 meses e está prestes a entrar em colapso – assim como o Conselho”, disse Demario.
O ‘colapso’ no CMT se deve pela retirada de representantes de algumas das principais instituições que compunham o grupo. Recentemente, os nomes da Subseção de Ponta Grossa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PG), a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) se retiraram.
Com isso, apenas dez das 13 entidades e órgãos iniciais seguem representando a sociedade civil no grupo que discute a tarifa de ônibus e outros temas importantes sobre o transporte na cidade. São elas: Secretaria de Planejamento; Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas (Sindiponta); União das Associações de Moradores (UAMPG); Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Concessionárias do Serviço de Transporte Coletivo de Passageiros; Viação Campos Gerais; Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ponta Grossa (AEAPG); Câmara de Dirigentes Lojistas de Ponta Grossa (CDL); Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT); Associação dos Usuários do Transporte Coletivo de Ponta Grossa; e Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).
Debandada tem ligação com mudança na lei
A decisão de algumas entidades em se desligar do CMT foi tomada, na visão do presidente, por mudanças aprovadas ao conselho. Após um pedido da Prefeitura e o aval da Câmara, o caráter do CMT passou de ‘consultivo’ (que somente sugeria o novo valor da tarifa) para ‘deliberativo’ (responsável por tomar a decisão em relação no novo valor). Em nota, Acipg e UEPG confirmaram a saída dos representantes e citaram o mesmo motivo apontado por Demario para desligamento: mudança na Legislação. A OAB-PG não se manifestou.





















