Clima seco faz dobrar o número de incêndios ambientais | aRede
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Clima seco faz dobrar o número de incêndios ambientais

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Em 2018 foram registrados pouco mais de 100 incêndios em Ponta Grossa, já em 2019 já somam 156 incêndios
Em 2018 foram registrados pouco mais de 100 incêndios em Ponta Grossa, já em 2019 já somam 156 incêndios -

Andre Bida

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Queimadas para limpeza de  terrenos, estiagem prolongada e temperaturas baixas são as principais causas de incêndios

A falta de chuvas no primeiro semestre deste ano, associada à baixa umidade do ar, provocou o aumento de focos de incêndio em Ponta Grossa e em todo o Paraná. De acordo com dados do 2º Grupamento de Bombeiros de Ponta Grossa, foram 74 casos nos seis primeiros meses de 2019.

Segundo o tenente Candido, integrante do 2º Grupamento de Bombeiros da cidade, em julho o número de casos dobrou, registrando 82 ocorrências de incêndios até o momento. Com o aumento nos casos, a média anual foi ultrapassada no comparativo com o mesmo período do ano passado. 

Em 2018 foram registrados pouco mais de 100 incêndios ambientais na cidade, mas somente neste ano já são 156 incêndios. Com tantos chamados, o Corpo de Bombeiros vem realizando uma triagem para diagnosticar a gravidade do incêndio antes de deslocar uma equipe até o local.

A capitã do Corpo de Bombeiros do Paraná, Rafaela Diotalevi, explicou que quando chove menos, o mato fica mais seco e, consequentemente, existe maior probabilidade de incêndios ambientais. Os focos, no entanto, não são provocados apenas por causas naturais.

“Provocar incêndios sem a devida autorização, seja em florestas ou em centros urbanos, é considerado crime ambiental, e pode gerar multa e detenção de até quatro anos”, afirmou a capitã Diotalevi.

Caso alguém presencie outra pessoa colocando fogo em algum lugar, sem autorização, o Corpo de Bombeiros alerta que é preciso ligar imediatamente para o número 193 e fazer uma denúncia. Há equipes disponíveis 24h por dia para atender as demandas.

O Corpo de Bombeiros tem algumas recomendações para evitar novos focos de incêndios, como não colocar lixos em terrenos baldios, não soltar balões e não jogar bitucas de cigarros perto de rodovias, principalmente nas regiões com mata. Também é preciso ficar em alerta, pois o vidro, quando entra em contato com o sol, torna-se um dos principais causadores das queimadas dentro das cidades.

Incêndio florestal é discussão nacional

A preocupação com incêndios florestais entrou na pauta da política local e nacional em 1963, ano em que o Paraná foi palco do pior incêndio já registrado na história do País. Ao todo, 128 municípios dos Campos Gerais e das regiões Central e Norte foram atingidos, cerca de 10% do território do Paraná foi consumido por chamas e 110 pessoas perderam a vida. A causa das queimadas, segundo pesquisadores da época, foi a combinação de estiagem prolongada, baixas temperaturas e queimadas agrícolas para limpeza de terrenos.

A queimada agrícola para limpeza de áreas é um procedimento legal, mas deve ser usado com muita cautela, alerta o Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Os agricultores, além de autorização, precisam seguir as regras estipuladas pela entidade, como fazer limpezas de faixas de dois a três metros de largura na área que vai ser queimada e respeitar os limites de áreas florestais e reservas de área permanente.

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