Clima seco faz dobrar o número de incêndios ambientais
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Queimadas para limpeza de terrenos, estiagem prolongada e temperaturas baixas são as principais causas de incêndios
A falta de chuvas no primeiro semestre deste ano, associada à baixa umidade do ar, provocou o aumento de focos de incêndio em Ponta Grossa e em todo o Paraná. De acordo com dados do 2º Grupamento de Bombeiros de Ponta Grossa, foram 74 casos nos seis primeiros meses de 2019.
Segundo o tenente Candido, integrante do 2º Grupamento de Bombeiros da cidade, em julho o número de casos dobrou, registrando 82 ocorrências de incêndios até o momento. Com o aumento nos casos, a média anual foi ultrapassada no comparativo com o mesmo período do ano passado.
Em 2018 foram registrados pouco mais de 100 incêndios ambientais na cidade, mas somente neste ano já são 156 incêndios. Com tantos chamados, o Corpo de Bombeiros vem realizando uma triagem para diagnosticar a gravidade do incêndio antes de deslocar uma equipe até o local.
A capitã do Corpo de Bombeiros do Paraná, Rafaela Diotalevi, explicou que quando chove menos, o mato fica mais seco e, consequentemente, existe maior probabilidade de incêndios ambientais. Os focos, no entanto, não são provocados apenas por causas naturais.
“Provocar incêndios sem a devida autorização, seja em florestas ou em centros urbanos, é considerado crime ambiental, e pode gerar multa e detenção de até quatro anos”, afirmou a capitã Diotalevi.
Caso alguém presencie outra pessoa colocando fogo em algum lugar, sem autorização, o Corpo de Bombeiros alerta que é preciso ligar imediatamente para o número 193 e fazer uma denúncia. Há equipes disponíveis 24h por dia para atender as demandas.
O Corpo de Bombeiros tem algumas recomendações para evitar novos focos de incêndios, como não colocar lixos em terrenos baldios, não soltar balões e não jogar bitucas de cigarros perto de rodovias, principalmente nas regiões com mata. Também é preciso ficar em alerta, pois o vidro, quando entra em contato com o sol, torna-se um dos principais causadores das queimadas dentro das cidades.
Incêndio florestal é discussão nacional
A preocupação com incêndios florestais entrou na pauta da política local e nacional em 1963, ano em que o Paraná foi palco do pior incêndio já registrado na história do País. Ao todo, 128 municípios dos Campos Gerais e das regiões Central e Norte foram atingidos, cerca de 10% do território do Paraná foi consumido por chamas e 110 pessoas perderam a vida. A causa das queimadas, segundo pesquisadores da época, foi a combinação de estiagem prolongada, baixas temperaturas e queimadas agrícolas para limpeza de terrenos.
A queimada agrícola para limpeza de áreas é um procedimento legal, mas deve ser usado com muita cautela, alerta o Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Os agricultores, além de autorização, precisam seguir as regras estipuladas pela entidade, como fazer limpezas de faixas de dois a três metros de largura na área que vai ser queimada e respeitar os limites de áreas florestais e reservas de área permanente.





















