Laudo responsabiliza pais por bebê com braço amputado
A Polícia Civil concluiu o laudo que aponta os responsáveis pelo incidente dentro de um Shopping Center de Ponta Grossa, em novembro do ano passado, que amputou o braço de uma criança de nove meses em uma escada rolante. De acordo com o documento, a escada onde a criança sofreu a lesão estava dentro dos padrões de segurança e normas técnicas e, com isso, a administração do estabelecimento fica isenta de qualquer culpa.
De acordo com a delegada Ana Paula Cunha Carvalho, responsável pelas investigações, o laudo concluiu que a responsabilidade cai sobre os pais da criança, que responderão judicialmente por lesão corporal culposa – quando não se tem a intenção de cometer o ato. “Com o novo laudo, foi descartada a culpa da administradora do shopping. Inclusive os pais confirmaram, na delegacia, que a criança estava dois degraus abaixo da mãe porque o pai queria tirar uma foto na escada rolante”, explica a delegada.
Antes mesmo da conclusão do processo de investigação, os administradores do Shopping Center onde ocorreu o incidente apresentaram à Polícia Civil um documento interno mostrando a manutenção recente do equipamento.
Com a conclusão dos trabalhos da Polícia, o laudo será encaminhado para o Fórum de Ponta Grossa. A Justiça, inclusive, já agendou o julgamento do caso – que irá acontecer em abril. A delegada Ana Paula Cunha acredita que só os pais serão ouvidos durante o processo de julgamento.
“Nesses casos, como já estão pagando pelo crime que cometeram – ao olhar a criança todos os dias sem o braço –, o juiz pode deixar de aplicar uma penalidade criminal”, conta a delegada. No entanto, os pais responderão pelo crime de lesão corporal culposa e podem chegar a cumprir pena. Para este caso, a punição vai de dois meses à um ano de prisão, de acordo com o Código Penal brasileiro.
Relembre o caso
Em novembro do ano passado, uma criança teve o braço amputado em uma escada rolante de um Shopping de Ponta Grossa. As imagens de segurança do local mostraram que os pais estavam se preparando para tirar uma foto em cima do equipamento, quando o bebê, na época com nove meses, prendeu o braço na lateral da escada e teve o membro decepado.
Na época, a Polícia Civil iniciou investigação para descobrir quem seria responsável pelo caso: os pais da criança, que colocaram a filha dois degraus abaixo para bater a foto, ou do shopping, que poderia não ter realizado as manutenções necessárias no equipamento. A segunda hipótese acabou descartada após a conclusão do laudo, que mostrou a escada rolante dentro das normas técnicas necessárias para o funcionamento.





















