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Em júri popular, homem pega 8 anos por tentativa de homicídio

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Rodrigo de Souza

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João Isaias Karpinski, de 35 anos, foi condenado a oito anos e dois meses de prisão em regime fechado após um júri popular na 1ª Vara Criminal de Ponta Grossa. O decisão aconteceu na última terça-feira (10). Karpinski era suspeito de atirar em Juliana Migliorini Salmon, e foi enquadrado no crime de homicídio qualificado tentado.

O caso aconteceu em janeiro de 2006. De acordo com o advogado de acusação, Edson Aparecido Stadler, o homem teria se envolvido em uma discussão de trânsito na Avenida Balduíno Taques com outras três pessoas, que estavam em um Chevrolet Corsa. Ele teria sacado uma arma e apontado para os envolvidos, mas sem desferir nenhum tiro.

Quando o trio voltava para casa, o homem teria reencontrando o veículo e atirado quatro vezes contra o carro. Ninguém se feriu, mas a situação causou espanto em moradores das proximidades – que fizeram certa aglomeração no local. Mais tarde, ele teria passado novamente pela região e atirado outra vez. A bala pegou de raspão em Juliana Migliorini Salmon, uma das três pessoas do veículo.

Karpinski já havia sido julgado pelo primeiro episódio – onde teria atirado quatro vezes contra o veículo em movimento. Na ocasião, acabou pegando quatro anos em regime semiaberto, mas o tribunal acabou mudando a sentença para regime aberto. Ainda na oportunidade, o homem foi absolvido do segundo caso – que teria acertado Juliana de raspão.

Os advogados da vítima recorreram do julgamento, já que os jurados teriam reconhecido o segundo episódio, mas absolvido o réu. No novo júri, na última terça-feira (10), Karpinski acabou condenado por tentativa de homicídio qualificado (motivo fútil).

A defesa do réu se baseou em um laudo da Polícia Civil sobre os ferimentos na vítima. Ele apontava que o corte não foi proveniente da bala. No entanto, a acusação afirmou que a tentativa de homicídio foi válida mesmo que o tiro não tenha acertado Juliana.

Karpinski foi condenado a oito anos e dois meses de detenção em regime fechado, mas aguarda recurso do julgamento em liberdade.

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