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Lideranças se organizam para resolver problema no Alagados

<b>Moradores das proximidades afirmam que nível da água na represa caiu quase 15 metros nos últimos anos. Problema pode afetar distribuição de água e energia elétrica na região.</b>

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Rodrigo de Souza

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Moradores das proximidades afirmam que nível da água na represa caiu quase 15 metros nos últimos anos. Problema pode afetar distribuição de água e energia elétrica na região.

O período recente de fortes chuvas na região dos Campos Gerais esconde um grave problema na represa de Alagados, visto nitidamente em épocas mais secas: o baixo nível d’água registrado nos últimos anos. A situação vem chamando a atenção de moradores e lideranças comunitárias de bairros do entorno, que se mobilizaram para resolver o problema.

Quem encabeça a discussão em Ponta Grossa é o vereador Pastor Ezequiel Bueno (PRB), que no início da semana esteve em Curitiba para conversar com representantes do Estado sobre o tema. Segundo o vereador, caso a situação não seja revertida, cidades da região poderão sofrer com problemas de abastecimento e de energia elétrica.

“O período de chuvas traz uma sensação de que tudo está normal, mas mediram o nível de água recentemente e ele está em somente cinco metros. Os moradores dizem que esse nível já chegou a ser de 20 metros em anos anteriores. Existe um problema grave de assoreamento que pode trazer transtornos nos trabalhos de distribuição de água e energia elétrica. O que acontece é que está baixando muito a água e o medo da população é que a represa um dia acabe”, disse o vereador, em entrevista ao portal aRede nesta terça-feira (18).

Segundo o vereador, a preocupação inicial diz respeito à responsabilidade do assoreamento e da manutenção do espaço. “Como os contratos com a Copel e a Sanepar são muito antigos, talvez nem existam nos documentos a obrigação por parte da companhias em cuidar da represa. Só que isso é um problema muito grave, porque se o nível baixar muito são as próprias empresas que não terão condições de operar”, afirmou o vereador. O movimento para ‘salvar’ o Alagados está levantando documentos públicos para descobrir se existe algum responsável legal pela manutenção do espaço.

Além do vereador, o assunto também é discutido pelo Iate Clube de Ponta Grossa, pela Associação de Moradores do Alagados (AMA) e por lideranças da Vila Ernestina. Os envolvidos pedem um investimento para que seja feita a dragagem da terra que assoreia a represa e também um trabalho de captação da água da chuva em toda a bacia do Alagados. Conversas com o Instituto de Águas do Paraná e com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) devem ser iniciadas em breve.

Vereador se reúne com líder do governo estadual

Para apresentar detalhes sobre o tema e solicitar apoio do Estado, Pastor Ezequiel esteve na segunda-feira (17) em reunião com o deputado e líder do governo de Ratinho Junior na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Hussein Bakri (PSD). O deputado se comprometeu a levar o tema para o secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcio Nunes. O tema deve ser debatido também com lideranças locais ligadas ao meio ambiente e com líderes da Sanepar e da Copel.

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