Número de acidentes na BR-373 preocupa a PRF

A Avenida Souza Naves, trecho urbano da BR-373 em Ponta Grossa, vem se tornando motivo de preocupação para a Polícia Rodoviária Federal (PRF), em razão do elevado número de acidentes, muitos com gravidade, que acontecem no local. As estatísticas mostram que, em 2014, aquele trecho da via chegou a registrar 174 acidentes, que resultaram em oito mortes, e 26 pessoas gravemente feridas. Somente nos primeiros dois meses desse ano, foram 23 acidente de trânsito no referido trecho.
Ontem pela manhã, outro grave acidente ocorrido no local deixou três pessoas feridas. A colisão foi registrada por volta das 7h50, perto da Vila Romana e envolveu uma van e caminhão. As vítimas foram levadas para hospitais de Ponta Grossa. Duas pessoas chegaram a ficar presas às ferragens. O trânsito ficou interditado nos dois sentidos da rodovia e houve congestionamento no local.
Conforme o inspetor da PRF, Haroldo Rauch, a Avenida Souza Naves possui, atualmente, seis pontos fixos de monitoramento, com 12 radares. Justamente na região em que houve acidente estão instalados outros dois pontos de radares. No entanto, eles ainda não estão ligados à energia elétrica. “Não podemos dizer, ainda, se o último acidente teve relação com excesso de velocidade. Mas, de um modo geral, o que falta aos motoristas é mais atenção e consciência. Nesse trecho da rodovia não é pequena a quantidade de acidentes. Isso é reflexo de grande quantidade de veículos”, diz Rauch.
De acordo com a concessionária CCR RodoNorte e a PRF, o radar no local está pronto, falta apenas a prefeitura solicitar junto à Companhia Paranaense de Eletricidade (Copel) a ligação.
O JM entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura, que contestou a responsabilidade sobre ligação dos radares. Segundo a assessoria, ainda falta que a CCR RodoNorte instale mais um poste, para que seja possível, somente então, contatar a Copel. A RodoNorte, por sua vez, reafirma que executou todas as obras necessárias.
PRF pede construção de estrada
Para o inspetor Haroldo Rauch, da PRF, a tendência da Avenida Souza Naves é só piorar, apresentando um número gradativamente maior de acidentes e mortes. Como ela já está devidamente sinalizada, possui radares fixos e operações cotidianas da PRF, a única solução para o local seria o aumento no número de faixas para o tráfego de veículos. Contudo, isso não está previsto em contrato com a CCR RodoNorte, concessionária que administra o trecho. A alternativa seria a criação da rota alternativa que vem sendo chamada “Arco Norte”. “O Contorno seria o ideal, porque muito desse tráfego de rodovia seria desviado, ligando a BR-376 ao Trevo Caetano. A Souza Naves teria só tráfego urbano”, diz.
Informações do Jornal da Manhã.





















