UEPG define nesta sexta-feira adesão à greve  | aRede
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UEPG define nesta sexta-feira adesão à greve 

<b style="font-family: &quot;Titillium Lt&quot;; color: rgb(0, 0, 0);"><span style="color: rgb(51, 51, 51);">Professores lutam contra a Reforma da&nbsp;</span><span style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: inherit;">Previdência e exigem a reposição de 17,04% de perdas da inflação desde janeiro de 2016</span></b>

Alunos vão às ruas no Dia Nacional de Greve em Defesa da Educação Pública, em 15 de maio
Alunos vão às ruas no Dia Nacional de Greve em Defesa da Educação Pública, em 15 de maio -

Da Redação

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Professores lutam contra a Reforma da Previdência e exigem a reposição de 17,04% de perdas da inflação desde janeiro de 2016

A Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa realiza na tarde desta sexta-feira (7), assembleia geral extraordinária. A pauta principal é a votação da adesão à greve geral, que acontecerá na próxima semana, dia 14 de junho, e envolverá as mais diversas categorias, paralisando todos os locais de trabalho, estudo, comércio, bancos e circulação de mercadorias.

A assembleia acontecerá no anfiteatro do Observatório Astronômico do Campus de Uvaranas, com primeira chamada às 13h30, e segunda chamada às 14 horas. “A participação de todos os docentes da UEPG é fundamental para que possamos discutir questões que são de suma importância para a educação e também para dar ainda mais força ao movimento de luta contra os ataques”, convoca o presidente do SINDUEPG, Marcelo Ubiali Ferracioli.

A greve geral de 14 de junho, chamada por todas as centrais sindicais do país, tem como pauta central a luta contra a Reforma da Previdência (PEC 6/2019). Além disso, o presidente do SINDUEPG enumera uma série de ações do governo estadual em ataque à educação e à carreira docente. “São ataques sistemáticos dos governos federal e estadual à educação e aos direitos dos trabalhadores que não nos deixam calar”, enfatiza.

Além da luta contra a Reforma da Previdência e contra os cortes na educação superior, as reivindicações do SINDUEPG incluem a reposição de 17,04% de perdas da inflação desde janeiro de 2016, conforme o Diesse; o arquivamento do PLC 04/2019, que achata a carreira docente ao prever o congelamento da folha de pagamento dos servidores estaduais, impedindo reajustes salariais, como data-base, avanços e crescimentos na carreira, enquadramentos salariais, transições e demais direitos; e a anuência de concursos já realizados e abertura de novas vagas. “Durante a assembleia vamos discutir outras questões que afrontam a educação e o trabalhador, como o contingenciamento de verbas e o DREM, que é uma política pela qual o governo retira 30% dos recursos levantados pela própria universidade, inclusive repasses do SUS; e ainda há o projeto de Lei Geral das Universidades, que acabou de ser apresentado”, pontua.

A votação da adesão à greve geral vem após uma série de manifestações promovidas e apoiadas pelo SINDUEPG em defesa da educação pública. No dia 15 de maio, os professores da UEPG aderiram à Greve Nacional em Defesa da Educação Pública e da Previdência Social, movimento que se estendeu por todo o Brasil. Com a mesma abrangência, no dia 30 de maio o SINDUEPG se solidarizou ao movimento liderado por estudantes no 2º Dia Nacional de Greve em Defesa da Educação Pública. Ao mesmo tempo, o Sindicato aprovou no dia 27 de maio pelo estado de greve, que permite à entidade deflagrar uma greve a qualquer momento. A medida é estratégica neste período de constantes ataques dos governos Federal e do Paraná aos servidores e serviços públicos.

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