Vereadores denunciam novo aterro em reunião na Acipg
<b>Empreendimento de destinação de resíduos sólidos preocupa lideranças de Ponta Grossa e Teixeira Soares por conta da possibilidade de contaminação do Rio Guaraúna.</b>

Empreendimento de destinação de resíduos sólidos preocupa lideranças de Ponta Grossa e Teixeira Soares por conta da possibilidade de contaminação do Rio Guaraúna.
A Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), recebeu no início da semana a presença dos vereadores de Ponta Grossa, Celso Cieslak (PRTB) e sargento Guiarone (PROS), acompanhados pelo presidente da Câmara Municipal de Teixeira Soares, Emerson Vidal dos Santos. O objetivo da conversa foi solicitar o apoio da instituição para que sejam interrompidas as obras do aterro sanitário na cidade vizinha. Eles entregaram diversos documentos para a Diretoria da instituição que estudará a situação antes de se manifestar.
O grupo alega problemas de caráter ambiental na construção do aterro, que fica praticamente às margens do Rio Guaraúna, na divisa dos dois municípios. Durante a semana, imagens aéreas do local foram divulgadas nas redes sociais mostrando que o excesso de chuvas causou o alagamento em boa parte da área, atingindo inclusive o espaço destinado para a construção do aterro. De acordo com os vereadores, existe uma preocupação em relação à contaminação das águas da região.
Além do prejuízo ambiental, em relação ao lado de Ponta Grossa, Cieslak ressalta que a denúncia é feita proximidade do aterro com o Aeroporto Santana. Ele comenta que a legislação exige uma distância mínima de 20 km. No entanto, o local escolhido fica a 13 km. “Dessa forma, enquanto vereadores de Ponta Grossa, o risco as vidas é o que basta para cassar esta licença”, disse o vereador, ressaltando que estão há 20 dias trabalhando pela paralisação imediata das obras de construção do aterro.
Os dois vereadores ponta-grossenses e o do município vizinho comentaram que além da Acipg, acionaram diversos outros órgãos, como Ministério Público Estadual, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Ordem dos Advogados do Brasil (subseção Ponta Grossa), Consórcio do Rio Tibagi, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras S/A, Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), entre outros, no intuito de impedir que o aterro entre em funcionamento.
Santos, presidente da Câmara de Teixeira Soares, alegou falta de estrutura em seu município para melhores estudos sobre o assunto e questionou como a Zero Resíduos conseguiu a liberação ambiental da área para a criação do aterro. “Mesmo pedindo, a Câmara não teve acesso ao estudo de impacto ambiental e agora com a chuva da semana passada, tivemos a noção do que pode acontecer com a área”, disse Santos.
Taques Fonseca irá avaliar documentação
O presidente da Acipg, Douglas Taques Fonseca, comentou que as denúncias apontadas pelos parlamentares são graves e merecem a devida apuração. Em virtude disso, a entidade, através de uma Câmara Técnica, avaliará a documentação trazida pelos vereadores para então se manifestar publicamente. “Apoiamos o trabalho efetuado pelos parlamentares de levantamento de danos ambientais para ambos os municípios, ou mesmo dos riscos para a aviação em Ponta Grossa. No entanto, é nosso dever avaliar toda esta documentação para emitirmos um parecer”, salienta Fonseca.
Veja nota emitida nesta noite pela Zero Resíduo ao portal aRede e JM
Centro de Tratamento de Resíduos em Teixeira Soares / PR
O Centro de Tratamento de Resíduos (CTR), empreendimento em construção pela Zero Resíduos Ltda no Município de Teixeira Soares, irá atuar como solução ambientalmente adequada para destinação de resíduos domiciliares e industriais. A primeira fase da construção inclui Unidade de Triagem e Valorização de Recicláveis, Unidade de Compostagem de Resíduos Orgânicos e Unidade de Disposição Final em Aterro Sanitário de Resíduos Não Perigosos – Classe II.
A implantação do empreendimento obedece a dezenas de leis e regulamentos, com o objetivo de não prejudicar o meio ambiente, nem comunidades circunvizinhas, fauna, flora, etc.
Baseado em fotos aéreas do empreendimento, feitas na data de hoje, é possível ver a inundação (transbordamento das águas de um curso d’água, atingindo a planície de inundação ou área de várzea) do Rio Guaraúna, causada pelo volume excessivo de chuvas dos últimos dias. A estação meteorológica instalada no interior do empreendimento registrou um volume de 335mm de chuvas em apenas 12 dias, sendo que a média mensal para aquele local é de 135mm. Ou seja, choveu o equivalente a 2,5 meses em apenas 12 dias.
Como as inundações do rio Guaraúna são recorrentes (em média a cada 4 anos), o planejamento e projeto de engenharia do CTR foram desenvolvidos para que o empreendimento se mantivesse invulnerável a qualquer inundação.
O empreendimento foi concebido para suportar cotas de inundação muito superiores àquelas que foram registradas nos últimos dias. Nenhuma das estruturas internas foi atingida pela inundação.
No momento não há operações no CTR, mas mesmo que houvesse, tais operações estariam ocorrendo normalmente.
O empreendimento possui um canal de escoamento de águas pluviais que foi planejado para escoar as águas das chuvas que atingem o interior do perímetro do terreno, em especial das vias internas e áreas impermeabilizadas, sendo que esta configuração de escoamento (canal) é o mais indicado para locais com inundações recorrentes, pela facilidade de inspeção e limpeza após o término da inundação.
As soluções de engenharia utilizadas no empreendimento são as mais modernas e adequadas à realidade do local e das atividades a serem desenvolvidas, não havendo risco para as operações ou para o meio ambiente, proporcionando uma destinação final de resíduos 100% segura.





















