Fazenda e Receita fazem operação contra sonegação
<b style="font-family: "Titillium Lt"; color: rgb(0, 0, 0);">Operação integrada de fiscalização de mercadorias em trânsito ocorreu em 35 pontos fixos e 32 pontos móveis do Estado</b>
Operação integrada de fiscalização de mercadorias em trânsito ocorreu em 35 pontos fixos e 32 pontos móveis do Estado
A Secretaria da Fazenda e a Receita Estadual do Paraná
realizaram nesta quinta-feira (30) uma operação integrada de fiscalização de
mercadorias em trânsito em 35 pontos fixos e 32 pontos móveis do Estado, em uma
área de abrangência com 53 municípios.
A operação teve como foco as irregularidades de
distribuidoras de bebidas e combustíveis no recolhimento do Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A Polícia Rodoviária Federal e a
Polícia Militar do Paraná colaboraram com a ação. O resultado das autuações,
com número de infrações e valores envolvidos, será divulgado no fim do dia.
Levantamento da Receita Estadual indica que, entre
autuações, multas e juros, a sonegação de ICMS resultou em R$ 2,6 bilhões no
ano passado, dinheiro que deixou de entrar no caixa do governo.
“A mensagem que fica desta operação é que estamos atentos
para combater a sonegação, uma concorrência desleal dentro do mercado,
atividade criminosa que distorce a capacidade de investimento por parte do
Estado”, destacou o secretário da Fazenda, Renê de Oliveira Garcia Júnior. Ele
acompanhou pessoalmente a blitz realizada no posto da Polícia Rodoviária
Federal (PRF) em São Luiz do Puraná, na BR-277. Além da PRF, a Polícia Militar
também colaborou com as operações.
De acordo com Garcia Junior, a Secretaria da Fazenda também
combate o que chama de “concorrência predatória”, que é quando empresas de
outros estados, com alíquotas menores de impostos, distribuem mercadorias no
Paraná. “As tributações são diferentes, a guia de recolhimento não é feita, os
valores dos produtos ficam mais baixos, desencadeando em uma verdadeira
concorrência predatória”, ressaltou.
SEM NOTA – O diretor da Receita Estadual, Luiz Moraes
Júnior, explica que é muito comum ver nas estradas mercadorias sem nota fiscal
ou com documentos e destinatários falsos. Neste caso, após a abordagem e a
comprovação de qualquer irregularidade, a carga só é liberada mediante
pagamento da multa (30% do valor do carregamento).
Se a quitação for no ato, no local mesmo, há um desconto de
50%. “Essas irregularidades prejudica quem trabalha de forma correta, mas
também a sociedade como um todo, tirando dinheiro de investimento em áreas
importantes como saúde, educação e segurança pública”, afirmou.
MAPA - Vigilância que, de acordo com os órgãos, deve se
intensificar ainda mais neste ano, com objetivo de traçar o “mapa da
sonegação”, revelando pontos, qual a natureza do crime e os produtos envolvidos
– ferramenta que ajudará na estratégia das próximas ações tanto da Secretaria
da Fazenda quanto da Receita Estadual. “Essa é a primeira de muitas operações.
Vamos ficar bem atentos aos desvios que venham a prejudicar a receita do
Estado”, reforçou Garcia Júnior.