Companhias de serviço terão que recapar ruas em PG
<b>Projeto aprovado na Câmara obriga que empresas sejam responsáveis pelos reparos de buracos realizados por conta de obras no asfalto. Proposta era direcionada à Sanepar, mas emenda estendeu para todas as companhias.</b>

Projeto aprovado na Câmara obriga que empresas sejam responsáveis pelos reparos de buracos realizados por conta de obras no asfalto. Proposta era direcionada à Sanepar, mas emenda estendeu para todas as companhias.
A Câmara de Ponta Grossa aprovou nesta segunda-feira (27), em segunda discussão, o projeto de lei nº 411/2016, que obriga companhias de serviço a realizarem uma nova pavimentação em trechos onde buracos foram feitos nas ruas para a realização de obras. A proposta original previa que a medida fosse direcionada somente aos serviços da Sanepar, mas os vereadores também aprovaram uma emenda encabeçada por Ricardo Zampieri (PSL) que estendeu a obrigatoriedade para todas as concessionárias e prestadoras de serviços de gás, energia, telefone e similares.
A medida tramitava na Câmara desde 2016 e já havia sido aprovada em primeira discussão no início da nova legislatura, em 2017 – o autor da proposta original é o ex-vereador Alysson Zampieri – irmão de Ricardo, vereador atualmente. Agora a sugestão aguarda a sanção do prefeito Marcelo Rangel (PSDB).
“Essa lei é uma medida importante para a fiscalização do município e para garantir que as ruas da cidade não se tornem grandes amontados de remendos”, afirmou Ricardo Zampieri, durante a sessão. A proposta prevê um prazo de 60 dias para que as companhias realizem o recapeamento das vias danificadas. Caso o prazo seja descumprido pela empresa, uma multa de 15 valores de referência (VRs) será aplicada por dia excedido – algo em torno de R$ 1 mil diário.
Para o vereador, a proposta traz, principalmente, economia aos cofres públicos municipais. “Isso porque a Secretaria de Obras fica isenta de realizar esse serviço, que passa a ser de responsabilidade da Sanepar e de outras companhias”, disse. Na regulamentação, a proposta obriga que as companhias realizem um recape de meio-fio a meio-fio caso o buraco realizado para a obra atinja 30% da quadra. Também existe a obrigatoriedade de que o novo recape seja implantado no mesmo nível da via. Outra medida, aprovada após indicação do vereador Jorge da Farmácia (PDT), garante que qualquer recape deve ser feito com 50% de área maior que o espaço danificado, mesmo que ele não atinja os 30% do total da via.
Câmara aguarda sanção de prefeito
Apesar de ser aprovada em segunda discussão, existe a chance de que a Câmara tenha que decidir novamente em relação a medida: caso o prefeito Marcelo Rangel (PSDB) vete a criação da lei. Sendo assim, o Legislativo precisaria rejeitar o veto para que a proposta entre em funcionamento. “Acredito que o prefeito não vá vetar uma medida que traz tantos benefícios à população. Mas, de qualquer forma, seguiremos acompanhando o trâmite da proposta para que ela seja validada”, disse o vereador Ricardo Zampieri.





















