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Estado determina estudo para reaparelhar o IML

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O Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa irá receber, nesta sexta-feira, dia 6, a visita do chefe da Divisão de Interior do IML, Alexandre Gebran Neto. A notícia foi dada, com exclusividade, ao Jornal da Manhã, pelo próprio Gebran, que assumiu o cargo há seis dias. Segundo ele, a vinda até o IML de Ponta Grossa tem o objetivo de observar quais as reais necessidades do órgão para que, uma vez detalhadas as demandas, possam ser tomadas ações junto à Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP).

“Eu acabei de fazer esse inventário no IML de Paranaguá e, ainda esta semana, o mais tardar na sexta-feira, estarei no IML de Ponta Grossa, para que possamos fazer todo um levantamento e reestruturar o órgão”, diz Gebran Neto.

Emergencialmente, ele revela que o IML da cidade já conta com mais um profissional médico legista, atuando em caráter temporário desde o Carnaval. “Estamos no aguardo para que o governador [Beto Richa] assine, até o final do ano, a contratação efetiva para médico legista”, acrescenta.

Com a presença do médico legista temporário, o IML de Ponta Grossa tem quatro profissionais no setor. Especialistas apontam que o órgão deveria contar com pelo menos nove, considerando a grande demanda encaminhada pelo 28 municípios atendidos na região. O deputado estadual Marcio Pauliki (PDT) esteve com o secretário de Segurança Pública do Paraná Fernando Francischini reivindicando melhorias para o Instituto Médico Legal (IML). O foco do encontro foi, justamente, a falta de profissionais que obriga IML de Ponta Grossa a encaminhar os corpos para a perícia em Curitiba.

Mortes violentas crescem na região

A reestruturação dos Institutos Médicos Legais do Paraná não acompanha o ritmo do aumento das mortes. A região dos Campos Gerais, por exemplo, registrou em janeiro um aumento de 15,25% no número de mortes violentas, segundo relatório divulgado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa.

Enquanto foram verificados 59 casos em janeiro de 2014, neste ano, no mesmo período, foram atendidas 68 ocorrências. O aumento ocorre mesmo com a redução no número de municípios atendidos, de 30 para 28.

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