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Comando de greve e reitoria discutem reivindicações

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O reitor Carlos Luciano Sant’Ana Vargas e a vice-reitora Gisele Alves de Sá Quimelli, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), receberam, nesta terça-feira (3), o comando de greve unificado dos sindicatos dos servidores. O espaço de diálogo foi aberto a partir da notificação da decisão da categoria docente representada pela Seção Sindical dos Docentes da UEPG (Sinduepg) que, na segunda-feira, em assembléia geral, decidiu pela manutenção, por tempo indeterminado, do movimento deflagrado em 10 de fevereiro. Na sexta-feira (27), agentes universitários e docentes filiados ao Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos Estaduais de Ensino Superior de Ponta Grossa (Sintespo) também mantiveram a paralisação iniciada em 19 de fevereiro.

De acordo com o reitor, o encontro teve a finalidade de definir alguns encaminhamentos, a partir da decisão de manutenção da greve e dos pontos de reivindicação dos servidores, sem que haja maiores prejuízos à comunidade e às atividades institucionais de caráter essencial. Logo no início das conversas, Luciano Vargas comunicou aos líderes sindicais que já encaminhou ofício ao secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, solicitando a reabertura ou a continuidade das negociações em torno das demandas das universidades, diretamente com as entidades sindicais. “Este será um item também da pauta de encontro da Apiesp (Associação Paranaense de Instituições de Ensino Superior Público) ainda esta semana”, disse o reitor.

Os debates ficaram mais centrados na questão da autonomia universitária. O comando de greve pede a revogação do decreto que instituiu a comissão para elaborar um projeto de autonomia universitária para as universidades estaduais paranaenses. Entende o presidente do Sinduepg, Marcelo Bronoski, que este não é o momento de se discutir o projeto de autonomia. “O cenário de dúvida construído pelo próprio governo não nos dá garantias de uma discussão ampla do tema”, disse, reiterando que o decreto governamental não atinge as expectativas da comunidade universitária. “Essa discussão tem que vir de baixo para cima”, frisou.

Luciano Vargas lembrou que se discute a questão da autonomia das universidades há mais de 30 anos. Enfatizou que a reitoria sempre afirmou que a discussão da autonomia, na UEPG, seria feita a partir de uma comissão representativa dos segmentos que compõem a comunidade universitária. A ideia é que tenhamos uma comissão subsidiada por debates amplos, audiências públicas e logicamente pensando no bem estar acadêmico e financeiro da universidade. "Não tem cabimento pensar que a Reitoria imagina um projeto de autonomia universitária que seja prejudicial à UEPG", afirma a vice-reitora Gisele Quimelli.

Uma das propostas do comando de greve unificado é pelo pedido de saída da UEPG da comissão para elaboração do projeto de autonomia instituída pelo governador por decreto. Desta forma, o tema será levado para deliberação do Conselho Universitário, que deverá se reunir nesta quinta-feira (5), às 9h, na Sala dos Conselhos (Bloco da Reitoria). A pauta deverá ainda tratar da suspensão do calendário universitário e da definição de funcionamento mínimo de atividades essenciais da instituição.

Informações da assessoria da UEPG.

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