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Câmara receberá audiência sobre projeto de R$ 861 mi

Debate sobre a construção de linhas de transmissão que cortam os Campos Gerais ocorrerá&nbsp;<span style="font-family: inherit;">dia 6 de junho&nbsp;</span>

Projeto contempla 525 quilômetros de linhas entre Manoel Ribas e Campo Largo
Projeto contempla 525 quilômetros de linhas entre Manoel Ribas e Campo Largo -

Fernando Rogala

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Debate sobre a construção de linhas de transmissão que cortam os Campos Gerais ocorrerá dia 6 de junho 

O município de Ponta Grossa irá sediar, no início de junho, uma audiência pública a respeito de um projeto de infraestrutura realizado nos Campos Gerais que se aproxima da marca de um bilhão de investimentos. Trata-se de duas linhas de transmissão de energia, uma entre Manoel Ribas e Ponta Grossa, e outra entre Ponta Grossa e Campo Largo, que serão construídas pela Engie Brasil Energia, maior produtora privada de energia elétrica no país. A audiência foi convocada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), para a apresentação dos Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e respectivos Relatórios de Impacto Ambiental (RIMA) dos licenciamentos ambientais dos empreendimentos. O encontro está marcado para o dia 6, a partir das 19 horas, na Câmara de Ponta Grossa. Audiências também serão realizadas em Cândido de Abreu e Campo Largo. 

Como já antecipado pelo Jornal da Manhã e Portal aRede, em junho de 2018, essas obras compõem o Sistema de Transmissão Gralha Azul, que prevê aporta de R$ 2,01 bilhões por parte da Engie para reforçar o sistema elétrico que supre a região Centro-Sul do Estado do Paraná, de forma a atender a demanda local pelos próximos anos com a construção de mais de mil quilômetros de novas linhas de transmissão. Cada um dos dois empreendimentos construídos carregará duas linhas paralelas de linhas de transmissão (C1 e C2), todas elas com 525 kV. A linha fará a ligação entre as duas subestações já existentes (Ivaiporã e Bateias) e, neste ‘meio’, Ponta Grossa ganhará uma subestação, a ser construída pela Engie em um terreno localizado na Colônia Moema, na área rural. 

O ramal entre Manoel Ribas e Ponta Grossa, segundo a Engie, corresponderá a 33% da extensão deste sistema (Gralha Azul), interligando a subestação Ivaiporã, à subestação Ponta Grossa. O investimento neste trecho será de R$ 528,9 milhões. Enquanto que a linha C1 possui traçado de 166,6 quilômetros, a C2 terá 165,1 quilômetros, totalizando aproximadamente 331 quilômetros de linha de transmissão. São estimadas 671 estruturas para os dois circuitos, das quais 469 estaiadas e 202 autoportantes, dispostas a cerca de 500 metros de distância cada uma. Entre os municípios da região ‘cortados’ pela linha de transmissão estão Cândido de Abreu, Prudentópolis, Ivaí, Imbituva e Ipiranga.

Já o ramal entre Ponta Grossa e a subestação Bateias, contará com quase 194 quilômetros de linhas de transmissão. Enquanto a linha C1 tem 100,9 quilômetros e intercepta, além de Ponta Grossa, os municípios de Teixeira Soares, Palmeira, Porto Amazonas, Balsa Nova e Campo Largo, a outra linha de transmissão a C2, terá 92,9 quilômetros, e ‘cortará’ Ponta Grossa, Palmeira, Balsa Nova e Campo Largo. Mesmo mais ‘curta’, a linha C2 demandará de maior investimento, R$ 166,2 milhões, contra R$ 133,6 milhões da C1. Somados os investimentos nos dois projetos são R$ 861 milhões para a construção de 525,5 quilômetros de linha de transmissão.

Imagem ilustrativa da imagem Câmara receberá audiência sobre projeto de R$ 861 mi

Projeto da Engie na região deverá ser concluído em 2021

A construção desse ramal ocorre pela Engie porque a empresa foi a vencedora de um leilão de linhas de transmissão, realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em dezembro de 2017. Como José Laydner, diretor de Geração da Engie Brasil Energia já havia antecipado ao Portal aRede e Jornal da Manhã no ano passado, as obras deverão ter início neste segundo semestre de 2019 – afinal, há um cronograma que a Aneel estabelece em seus leilões quanto ao início das operações. Do início da obra, são 18 meses para a conclusão. Laydner, explicou que o empreendimento fará parte do Sistema Interligado Nacional, cujo planejamento e programação da operação estão à cargo do Operador Nacional do Sistema Elétrico. As instalações serão conectadas inicialmente às instalações da Copel Geração e Transmissão, da Eletrosul e da Copel Distribuição. Os proprietários de terra que tiverem suas áreas ‘cortadas’ pelas linhas de transmissão serão indenizados.

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