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Mães recebem impressão da placenta como recordação

A ação acontece desde 2018 e integra as ações do parto humanizado que acontece no Hospital Universitário

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Da Redação

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A ação acontece desde 2018 e integra as ações do parto humanizado que acontece no Hospital Universitário

Cada placenta é única, como uma impressão digital. Por isso, as gestantes que realizam seus partos no Hospital Universitário têm uma opção de procedimento para lembrar o momento e valorizar a ligação entre mãe e bebê: a impressão placentária. A 'árvore da vida', como é chamada, é um carimbo da placenta feito com tinta.

A atividade é parte das ações de parto humanizado, valorizadas na Maternidade do Hospital Universitário. O processo de parto humanizado envolve uma série de ações antes, durante e depois do parto, que buscam deixar esse momento mais humano e acolhedor, com o uso de exercícios, massagens, banhos, conversas e outras atividades. "É uma forma de carinho para as mães. Queremos deixar uma lembrança doce de um momento cansativo e trabalhoso, que é o parto", conta a técnica de enfermagem Karen Follmann.

Esse serviço passou a ser prestado pelo hospital a partir de 2018, com a iniciativa de um grupo de enfermeiras e acadêmicas que conheceu a técnica em eventos de aprimoramento da enfermagem obstétrica. A enfermeira obstetra Andressa Caroline de Camargo Roth foi a primeira a realizar as impressões da placenta no HU e conta que este é o único hospital da região que faz o carimbo de forma institucionalizada.

"A placenta é a primeira mãe do bebê: nutre, protege, cuida", destaca Karen. Único órgão temporário do corpo humano, a placenta tem a função de ligar o corpo da mãe ao do feto, fornecendo condições para a nutrição, respiração e imunização do feto e produzindo os hormônios progesterona e estrogênio, fundamentais para a evolução da gestação.

Como é feita a 'Árvore da Vida'

O procedimento é realizado quando a mãe demonstra o interesse em ter a impressão da placenta e quando há viabilidade. "Às vezes, a placenta se rompe durante o parto, o que inviabiliza a impressão, ou então não há tempo hábil dentre os procedimentos da equipe de enfermagem. Priorizamos, claro, os procedimentos de saúde", ressalta Thalita Campos Taques Fonseca Celinski, enfermeira obstetra do HU.

Quando a placenta está íntegra e há o interesse da mãe, é feita a proteção das superfícies onde vai ser colocada a placenta, depois a limpeza e secagem com álcool, soro fisiológico ou clorexidina alcoólica,excedentes do próprio parto. Com o uso de luvas, se passa a tinta guache no lado da placenta onde não há sangramento e no cordão umbilical (muitas vezes posicionado para formar laços ou corações). Um papel é colocado sobre a tinta e retirado com cuidado.

Todo o procedimento está descrito e padronizado, para controlar o fluxo e evitar o risco de infecções cruzadas. Segundo as enfermeiras, ao seguir o protocolo esse risco é praticamente inexistente, por haver a limpeza e esterilização do material utilizado. Toda a equipe de enfermagem da Maternidade e Centro Obstétrico está capacitada para realizar o preparo, cuidado, limpeza e impressão da placenta.

"Escrevemos, sempre, os dados de nascimento do bebê, além de recados, versículos da bíblia e outras mensagens de carinho para a mãe", conta Andressa. O nome do bebê, hora de nascimento, peso e estatura sempre constam nas impressões, para ressaltar o caráter único de cada placenta.

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