Alunos da UTFPR-PG protestam contra corte de verbas | aRede
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Alunos da UTFPR-PG protestam contra corte de verbas

<b>Acadêmicos do campus de Ponta Grossa se reúnem na tarde de sexta-feira (10) na Igreja dos Polacos para manifesto contra o contingenciamento de mais de 30% aplicado à instituição.</b>

Portal aRede reuniu estudantes para debater sobre o corte de verbas nesta quinta-feira (9)
Portal aRede reuniu estudantes para debater sobre o corte de verbas nesta quinta-feira (9) -

Rodrigo de Souza

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Acadêmicos do campus de Ponta Grossa se reúnem na tarde de sexta-feira (10) na Igreja dos Polacos para manifesto contra o contingenciamento de mais de 30% aplicado à instituição.

Entidades de base ligadas aos estudantes do campus de Ponta Grossa da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR-PG) organizam para esta sexta-feira (10) uma mobilização contra o corte de verbas destinadas à instituição, anunciado na semana passada pelo governo federal. O contingenciamento de gastos suprimiu cerca de R$ 2,5 milhões dos quase R$ 7 milhões previstos para o orçamento anual – uma redução que chega a mais de 36%.

A manifestação está marcada para as 14h30 na Praça Barão do Rio Branco, no Centro de Ponta Grossa. Às 15 horas, os estudantes devem seguir em passeata até o Parque Ambiental, onde encerram as atividades com um ato de protesto e uma feira onde devem ser expostas parte da produção científica da instituição – o objetivo é aproximar a universidade da população e mostrar os trabalhos realizados pelos acadêmicos.

Na quinta-feira (10), o portal aRede recebeu quatro estudantes do campus de Ponta Grossa para debater sobre as consequências que o contingenciamento de gastos podem trazer à instituição - confira parte do debate aqui. Estiveram presentes o vice-presidente do Centro Acadêmico de Ciências Biológicas, Rafael Alves Lino, o vice-presidente do DCE, Matheus Sindici Sebastião, e dois organizadores da manifestação – Isabelle Moura e Guilherme Stacheski Chemim.

Os estudantes se posicionaram contra o contingenciamento de gastos e mostraram repúdio à decisão do governo de fazer da Educação uma ‘moeda de troca’ para a aprovação de projetos em pauta no Legislativo federal, como a reforma da Previdência. “Por mais que eu entenda os argumentos a favor e contra a reforma, não acho que danificar o andamento de universidades seja uma alternativa para gerar uma comoção pública. Não gosto deste corte como uma moeda de troca”, afirmou Sindici.

Já Stacheski acredita que os cortes na instituição afetam diretamente o aprendizado dos acadêmicos. “A universidade em si não vai perder tanto. Quem perde é o estudante, que vê parte dos investimentos em ciência serem cortados”, disse. Pelas redes sociais, cerca de 450 pessoas já haviam confirmado presença na manifestação até as 18 horas de quinta-feira (9), além de outras 860 que demonstraram interesse no assunto.

Instituição apoia protesto dos acadêmicos

Durante a assembleia geral convocada pelo DCE e pelo Conselho das Entidades de Base (CEB) na quinta-feira (9), a diretoria-geral do campus da UTFPR-PG se posicionou favoravelmente à manifestação dos estudantes. A direção encaminhou aos professores um documento que pede que não sejam realizadas atividades avaliativas durante a sexta-feira (10), para garantir que os acadêmicos tenham o menor prejuízo possível caso optem por participar do protesto – o documento é somente sugestivo, pois o professor é quem tem a autonomia sobre o conteúdo e as atividades ministradas. Além disso, o estudante que faltar à aula terá a presença descontada, já que não houve dispensa das atividades acadêmicas.

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