Fim de cobradores em ônibus da VCG gera polêmica
O vereador Pietro Arnaud (PTB) protocolou hoje (20) um projeto de lei que prevê a extinção lenta e gradual dos cobradores nos ônibus da Viação Campos Gerais em Ponta Grossa. A medida nem havia sido protocolada e já causava polêmica: sindicalistas e trabalhadores se manifestaram contra a iniciativa por temerem demissões coletivas na empresa.
Para o criador da ideia, não há riscos da iniciativa gerar demissões na VCG. Pietro explica que as retirada dos trocadores será um processo gradual e acompanhado por estudos. "A possibilidade de demissões é uma inverdade. A empresa se comprometeu a realocar os funcionários em outras funções, inclusive como motoristas", contou Pietro.
Sindicato diz que realocação é "conto de fadas"
O presidente do Sintropas-PG, Sirtom H. Barbosa, acredita que a "realocação" de funcionários é uma desculpa fantasiosa do vereador e da empresa. Segundo o sindicalista, são cerca de 540 funcionários envolvidos nesse tipo de função na VCG. "É um conto de fadas imaginar que tantos funcionários serão realocados. Isso vai gerar demissão em massa", argumentou Barbosa.
O sindicalista também refuta a possibilidade de diminuição no valor da passagem. Sirtom cita a cidade de Maringá como exemplo negativo nesse tipo de medida. "Já tentaram implementar a mesma medida em Maringá e foi prejudicial aos trabalhadores e também aos usuários do transporte. Além disso a diminuição na tarifa foi passageira", explicou Sirtom.
Pietro garante melhorias
Com o projeto sendo protocolado hoje (20), a iniciativa ainda deve passar por todas as comissões da casa e não tem data para ser votada no plenário. Mesmo assim, Pietro garante que a mudança seria benéfica para os trabalhadores e usuários do transporte. "Hoje o cobrador 'custa' cerca de 14% do valor da passagem. Com o remanejamento desse profissional conseguiríamos, a longo prazo, uma diminuição no valor da tarifa.
Cobradores teriam papel social
De acordo com o Sintropas, os cobradores teriam também o papel sindical. Sirtom conta que os cobradores ajudam cadeirantes e pessoas com necessidades especiais. "Essa medida é um retrocesso para os trabalhadores e para todo o setor", contou o sindicalista.
Motoristas e cobradores já se mobilizam contra a mudança - segundo o sindicato, os próprios motoristas não aceitaram dirigir os coletivos sem a presença dos cobradores. Essa situação poderia provocar greves e paralisações no setor.





















