Sinduscon quer evitar prejuízos com Plano Diretor
Presidente do Sindicato das Industrias de Construção Civil afirma que modelo atual do documento pode alterar capacidade construtiva de Ponta Grossa em 30%.

Presidente do Sindicato das Industrias de Construção Civil afirma que modelo atual do documento pode alterar capacidade construtiva de Ponta Grossa em 30%.
O Instituto de Planejamento de Ponta Grossa (Iplan) finalizou, nos últimos dias, as audiências públicas a respeito da construção dos planos Diretor e de Mobilidade Urbana. O espaço serviu para que entidades e a própria população apresentassem sugestões para a construção dos documentos que devem nortear o crescimento da cidade nos próximos 10 anos.
Em relação à construção civil, um grupo de empreiteiros se mostrou apreensivo em relação ao projeto atual e, por isso, pretende sugerir alterações para que a nova Legislação não traga prejuízos ou retrocessos no zoneamento da cidade e, consequentemente, no mercado imobiliário e da construção.
O debate é organizado pela regional do Sindicato das Industrias de Construção Civil (Sinduscon) nos Campos Gerais, que tem o engenheiro Helmiro Bobeck como representante. Para ele, a forma atual do Plano Diretor deve trazer um prejuízo de cerca de 30% na capacidade construtiva da cidade.
O principal motivo é uma espécie de ‘proibição’ de construção de edifícios com muitos de pavimentos em alguns pontos da cidade, que mudaria completamente o cenário imobiliário em dois eixos: o de vendas e o de construção.
Nas vendas, por exemplo, um apartamento já construído no Centro da cidade, em um edifício com um número alto de pavimentos, teria o valor aumentado em 30% ao longo dos anos, já que não seria possível construir outros edifícios semelhantes. Ao mesmo tempo, um terreno que hoje tem capacidade construtiva para edifícios deste porte e que pode sofrer com as alterações de zoneamento, terá uma queda de 30% no valor, de maneira gradativa, já que os investimentos no local terão de ser melhores, obrigatoriamente.
“A cidade vai perder sua capacidade construtiva [com o modelo atual do plano]. Isso significa que os terrenos perdem seu valor, enquanto os imóveis prontos vão subir na mesma proporção”, explica Bobeck.
Empreiteiros tentam mudanças no plano
Para evitar o que o Sinduscon chama de ‘engessamento’ do mercado imobiliário, os empreiteiros pretendem agendar reuniões com o Iplan para alterar alguns pontos do projeto, que deve ser finalizado e seguir para revisão do prefeito Marcelo Rangel ainda no primeiro semestre – de acordo com o calendário previsto pelo instituto. O grupo ainda tentará mudanças com o próprio prefeito e também com os vereadores, já que o Plano Diretor precisa ser aprovado pela Câmara.





















