Estado licita nova cadeia pública de PG por R$ 17,4 mi
Unidade terá 752 vagas prisionais e deve suprir demanda da superlotação na Cadeia Pública Hildebrando de Souza. Envelopes foram abertos nesta quinta-feira (28).

Unidade terá 752 vagas prisionais e deve suprir demanda da superlotação na Cadeia Pública Hildebrando de Souza. Envelopes foram abertos nesta quinta-feira (28).
O governo do Estado realizou nesta quinta-feira (28) a abertura dos envelopes para conhecer a empresa responsável pela construção da nova cadeia pública de Ponta Grossa, que deve desafogar a superlotação do Hildebrando de Souza. O procedimento licitatório foi encabeçado pela Secretaria de Estado da Infraestrutura e Logística, através do Paraná Edificações.
O processo licitatório dedicou R$ 20,9 milhões para a construção. Durante o processo, duas empresas estavam aptas a realizar a obra. A primeira colocada foi a Construtora Marluc LTDA, que apresentou um orçamento de R$ 17,4 milhões. Já a segunda colocada foi a Cima Engenharia e Empreendimentos LTDA, com trabalhos no valor de R$ 18,7 milhões.
Apesar da abertura dos envelopes, a pasta de Infraestrutura e Logística ainda terá de aguardar cinco dias úteis para declarar a vencedora do processo licitatório. Isso porque, de acordo com o secretário Sandro Alex, a segunda colocada é uma Empresa de Pequeno Porte (EPP). Sendo assim, a Legislação atual permite que ela tenha o direito de cobrir a proposta da primeira colocada, desde que apresente toda a documentação necessária dentro do prazo.
“Ela [segunda colocada] até cobriu, mas tem cinco dias para apresentar a documentação. Se apresentar, ganha a segunda. Se não apresentar, ganha a primeira. Mas as duas empresas são sólidas, então não haverá problema. Só que pode haver uma variação de quem vai fazer, já que a segunda pode apresentar os documentos. Se não conseguir – porque não é tão fácil de trazer essa documentação –, se mantém a primeira”, explica Sandro Alex.
O novo prédio deve suprir a demanda prisional do município. O Hildebrando de Souza conta com mais de 800 presos em um espaço que comportaria até 207 detentos. Além disso, 76 mulheres esgotam a capacidade da ala feminina, inaugurada em julho de 2017.
A nova cadeia pública irá gerar 752 novas vagas prisionais. A sede da nova unidade ficará localizada na Rua Batuíra, na região da Colônia Dona Luiza. O prazo máximo da obra em Ponta Grossa é de 450 dias e deverá ser finalizada apenas em 2020. O prédio tem área construída de 6,8 mil m², que inclui quatro espaços de 'vivência coletiva', espaço dedicado a visita íntima e quatro guaritas.
Paraná destinou R$ 84 mi para quatro unidades
A construção de quatro novas cadeias públicas no Paraná foi anunciada em dezembro de 2018 e prevê investimento máximo de R$ 84 milhões. Além da unidade de Ponta Grossa, as cidades de Foz do Iguaçu, Guaíra e Londrina terão novos presídios. Os recursos fazem parte do montante liberado pelo Governo Federal em dezembro de 2015 que foram recuperados pelo governo do Estado em maio deste ano.





















