Professora da UEPG realiza pesquisa nos Estados Unidos | aRede
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Professora da UEPG realiza pesquisa nos Estados Unidos

Durante os cinco meses em que permaneceu nos Estados Unidos, Ana Cláudia trabalhou ativamente com o grupo de pesquisa “Qualidade de águas”

Durante os cinco meses em que permaneceu nos Estados Unidos, Ana Cláudia trabalhou ativamente com o grupo de pesquisa “Qualidade de águas”
Durante os cinco meses em que permaneceu nos Estados Unidos, Ana Cláudia trabalhou ativamente com o grupo de pesquisa “Qualidade de águas” -

Da Redação

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Durante os cinco meses em que permaneceu nos Estados Unidos, Ana Cláudia trabalhou ativamente com o grupo de pesquisa “Qualidade de águas” 

A professora do Departamento de Engenharia de Alimentos da UEPG, Ana Cláudia Barana, recebeu bolsa de pesquisador visitante no exterior/Capes, na Iowa University (ISU) para trabalhar com remoção de nitratos de águas provenientes da agricultura, em biorreatores recheados com lascas de madeira. Sobre o nitrogênio, a pesquisadora explica que se trata de um elemento encontrado naturalmente em todos os seres vivos, bem como nos alimentos, urina, fezes e fertilizantes. “A sua presença em corpos d’água é devida, principalmente, a ações antropogênicas, como o uso excessivo na agricultura e o descarte de efluentes sem o tratamento adequado.” A professora observa que várias são as formas de nitrogênio que podemos encontrar, mas nas águas e efluentes as mais comuns são amoniacal, nitrito e nitrato.

Durante os cinco meses em que permaneceu nos Estados Unidos, Ana Cláudia trabalhou ativamente com o grupo de pesquisa “Qualidade de Águas” que está lotado no Departamento de Engenharia e de Biossistemas da ISU. Neste aspecto, a professora conta que são vários os processos que podem ser utilizados para remover compostos nitrogenados de águas e efluentes, dentre eles o biológico. No processo biológico, bactérias transformam o nitrogênio, presente na forma de amônia e/ou nitrito e/ou nitrato, em nitrogênio gasoso, que é, então, liberado para a atmosfera.

Remoção e Prejuízos

A construção e a operação de reatores que promovem a remoção de nitrogênio de águas exige elevados investimentos, segundo a pesquisadora. Por isso, como acentua, a busca por processos financeiramente viáveis têm sido alvo de pesquisa no mundo inteiro. A professora ressalta que uma delas avalia o uso de reatores preenchidos com lascas de madeira, o “woodchipreactor”, na remoção de nitratos. O “woodchipreactor” é um compartimento onde bactérias se fixam e removem o nitrato das águas que permanecem em seu interior durante algumas horas. Entre os grupos de pesquisa que tem trabalhado com esse tipo de reator está o de Qualidade de Águas da ISU, coordenado pela professora doutora Michelle Soupir, ressalta Ana Claudia.

Ao tratar acerca das consequências do nitrato em corpos d”água, a pesquisadora da UEPG acentua que a ingestão do nitrato em quantidades acima das permitidas pode provocar, no ser humano, alguns tipos de câncer do sistema gastrointestinal e também a síndrome do bebê azul. No caso de lagoas e represas, ela explica que o excesso de nitrato pode causar a eutrofização, que é o crescimento excessivo de plantas e algas, provocando a diminuição da concentração de oxigênio na água e a morte de seres aeróbios, como peixes. “Um ambiente eutrofizado pode trazer uma série de prejuízos à comunidade como a inutilização de uma área que poderia ser usada para recreação. Isso porque algumas espécies de algas que aparecem em um ambiente eutrofizado podem liberar toxinas causa de uma série de problemas de saúde”.

Resultados, Cooperação e Campus

De setembro de 2018 a fevereiro de 2019, ao longo da permanência nos Estados Unidos, a professora Ana trabalhou em estreito contato com a professora Soupir, avaliando a remoção de nitratos de água de drenagem agrícola em reatores preenchidos com lascas de madeira e com sabugo de milho. Os resultados foram promissores, como conta, indicando a viabilidade deste tipo de reator na remoção de nitratos de águas. Enquanto Pesquisadora. a visitante Ana Cláudia também se preocupou em estabelecer projetos de cooperação acadêmica e científica entre ambas as universidades. Desse modo, segundo ela, a partir do interesse de Michelle Soupir (ISU,), em participar de pesquisas com a UEPG, um projeto envolvendo pesquisadores de ambas as universidades está sendo elaborado.

O projeto envolverá os programas de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos, Agronomia, Engenharia Sanitária e Ambiental e Computação Aplicada, e possibilitará o intercâmbio de alunos e professores entre ambas as universidades a partir de 2020. Com essa proposta, Ana Claudia assinala que se pretende aumentar a internacionalização da UEPG e as possibilidades de pesquisa na área de qualidade de águas associada ao adequado uso do solo e tratamento de efluentes, colocando a UEPG em papel de destaque na região dos Campos Gerais no que se refere à preocupação com o meio ambiente.

Quanto ao Departamento de Engenharia Agrícola e de Biossistemas, a pesquisadora observa que está localizado no campus do município de Ames e abriga o primeiro curso de Engenharia Agrícola dos Estados Unidos, também ranqueado como o número 1 naquele país. Também registra que o Campus da ISU em Ames tem cerca de 35.000 alunos matriculados, onde 10% são estrangeiros das mais diferentes partes do mundo, se destacando em ser um campus que a apoia a diversidade e combate todas as formas de discriminação.

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