Câmara vota amanhã aumento da isenção de IPTU à DAF | aRede
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Câmara vota amanhã aumento da isenção de IPTU à DAF

Proposta pode ampliar benefício de 25 para 28 anos. Justificativa é que empresa pagou parte da terraplanagem com verbas próprias, quando serviço deveria ser realizado pelo Município.

Proposta tem objetivo de 'compensar' valor não investido na terraplanagem
Proposta tem objetivo de 'compensar' valor não investido na terraplanagem -

Rodrigo de Souza

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Proposta pode ampliar benefício de 25 para 28 anos. Justificativa é que empresa pagou parte da terraplanagem com verbas próprias, quando serviço deveria ser realizado pelo Município.

A Câmara Municipal de Ponta Grossa vota nesta quarta-feira (27) um projeto de lei que pretende ampliar de 25 para 28 anos o período de isenção do IPTU para a empresa DAF Caminhões, com unidade fabril no município. A proposta tem o objetivo, segundo justificativa da Prefeitura, de compensar uma diferença de valores que estavam detalhados na lei que concedeu benefícios fiscais à montadora.

Na época de instalação da unidade em Ponta Grossa, em 2012, a Prefeitura se comprometeu a realizar os serviços de terraplanagem no valor de R$ 2,3 milhões para que a empresa escolhesse Ponta Grossa como sede da nova indústria. No entanto, por conta de trâmites burocráticos, o município realizou serviços que totalizaram o valor de R$ 1,33 milhão. Para que o cronograma de instalação da DAF Caminhões não fosse atrasado, a empresa investiu R$ 963 mil do próprio bolso e garantiu a conclusão dos serviços em tempo hábil. Os valores estão detalhados no projeto de lei nº 319/18, enviado à Câmara em outubro do ano passado.

Para cumprir com o que foi garantido no protocolo de intenções firmados entre a DAF e o Município (nº 11.216/2012), a Prefeitura de Ponta Grossa optou – após parecer favorável da Comissão de Desenvolvimento Industrial (Codesi) da Secretaria de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, além da anuência da própria empresa – em realizar a compensação ampliando em mais três anos a isenção do pagamento de IPTU (que gira em torno de R$ 320 mil anuais).

A proposta recebeu parecer favorável das comissões internas da Casa, incluindo a Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização (CFOF). Ainda no ano passado, a proposta chegou a ser discutida em plenário, mas o vereador Sargento Guiarone (PROS) solicitou um pedido de vistas. A justificativa dele foi de que não teria certeza se a Prefeitura seria obrigada a investir exatamente os R$ 2,3 milhões na terraplanagem ou se a lei estipularia um valor máximo de investimentos de R$ 2,3 milhões. O projeto foi retirado temporariamente para que Guiarone cobrasse explicações dos órgãos públicos.

O vereador encaminhou uma solicitação ao Executivo para que respondesse 14 itens referentes à proposta, entre eles o nome da empresa responsável pelo serviço e como se chegou ao cálculo de que o valor do trabalho realizado pela Prefeitura seria de exatamente R$ 1,3 milhão. O prazo para que as questões fossem respondidas venceu nesta terça-feira (26) e, de acordo com o vereador, o retorno do Executivo não foi enviado. Por conta disso, Guiarone garantiu que fará, durante a sessão, uma nova solicitação de vistas à proposta.

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