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Greve na UEPG deve ter adesão de 90% dos professores

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| Autor: Afonso Verner

Afonso Verner

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Os professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) devem entrar em greve já a partir da próxima terça-feira (10) por tempo indeterminado. A decisão foi tomada pela categoria ontem (05) durante uma assembleia com cerca de 200 docentes. A medida mostra o descontentamento dos professores com as medidas tomadas pelo Governo do Estado e a expectativa é de que a adesão da categoria seja de 90%.

Hoje (06) um comando de greve já se reuniu na Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (SINDUEPG) para planejar as próximas ações da mobilização. De acordo com os grevistas, várias ações do governo levaram a categoria a declarar greve, entre elas o não pagamento do 1/3 de férias.

Além do não pagamento do 1/3 de férias, outras medidas anunciadas pelo governo estremeceram a relação com os professores da UEPG. Uma delas é o corte do quinquênio dos servidores públicos, inclusive dos professores universitários. Atualmente a cada cinco anos o servidor incorpora mais 5% ao vencimento - as medidas do governo excluem essa remuneração e o reajuste a cada cinco anos passa a ser de 0,5% do salário.

"A greve era nossa última alternativa", diz professora

Para os professores, a greve era a última alternativa a ser tomada. Gisele Masson, integrante do comando de greve na UEPG, explica que diante dos novos pacotes de medidas do governo estadual essa era a única possibilidade. "Nós buscamos sempre a negociação, mas temos sido muito mal atendidos pelo governo do estado", explicou Masson.

A professora conta que as novas medidas governamentais atingem não só os professores universitários, mas todos os funcionários públicos do Paraná. As novas ações do Governo foram tomadas para controlar os gastos com a folha salarial do Estado e foram anunciadas na última quarta-feira (04).

Além disso, os professores também querem voltar a discutir a autonomia universitária no estado.

Primeiro dia de 'aula' terá ações normais

A expectativa do Sindicato é de que o retorno às aulas seja mantido - a UEPG já tem um calendário de recepção dos calouros previamente agendado. Os professores deverão usar esse primeiro encontro com os calouros para explicar as circunstâncias da greve e já a partir da terça-feira (10) os docentes cruzarão os braços por tempo indeterminado.

O SINDIUEPG já protocolou um pedido de reunião na Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e que, até o momento, não foi atendido.

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