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Júri condena acusado de feminicídio a 42 anos

Réu foi condenado por homicídio triplamente qualificado – motivo torpe, utilização de meio cruel e feminicídio

Alexandre Mendes da Costa foi condenado a 42 anos de prisão
Alexandre Mendes da Costa foi condenado a 42 anos de prisão -

Da Redação

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Réu foi condenado por homicídio triplamente qualificado – motivo torpe, utilização de meio cruel e feminicídio

Júri popular condenou Alexandre Mendes da Costa, acusado de ter assassinato sua própria esposa, Joanne Renata Oliveira, em outubro de 2017, a 42 anos de prisão. O julgamento teve início às 8h30 no Fórum de Ponta Grossa e tinha previsão de terminar por volta das 19h, mas foi finalizado ainda no início da tarde, pois não houve réplica nem tréplica por parte da defesa. O réu foi condenado por homicídio triplamente qualificado – motivo torpe, utilização de meio cruel e feminicídio.

O advogado criminalista Ângelo Pilatti Junior foi contratado pela família da vítima para atuar como assistente de acusação. Segundo ele, os membros do júri acataram as agravadoras e a decisão foi quase unânime. O julgamento foi a portas fechadas pois envolvia o filho de Joanne, que tentou impedir os ataques do padrasto durante a ocorrência. A decisão foi do Ministério Público com o objetivo de preservar a identidade da criança.

Pilatti acredita que a defesa não irá recorrer à decisão pois, segundo ele, o crime foi muito “bárbaro” e a única possibilidade seria uma diminuição mínima na pena.

O crime aconteceu no início da madrugada de 19 de outubro de 2017 na residência onde o casal morava, na rua Santa Mônica. Depois de uma discussão, o acusado teria usado uma faca para desferir vários golpes contra Joanne. O filho dela tentou intervir e também saiu ferido. Ele foi socorrido e sobreviveu à tentativa de homicídio, mas sua mãe não resistiu aos ferimentos e morreu ainda dentro de casa. Antes de fugir, o homem também teria ameaçado um parente da mulher.

À época do crime, em entrevista ao portal aRede, Mendes confessou ter praticado o homicídio após descobrir uma suposta traição da esposa. “Peguei o celular dela e vi um monte de papo com um outro carinha lá”, declarou. “Fui conversar com ela, ela veio me agrediu, aí eu consegui tomar a faca dela, daí deu no que deu”, justificou o acusado. Além do enteado que ficou ferido, o casal tinha quatro filhos com idades entre um e seis anos, que foram encaminhados pelo Conselho Tutelar à casa de familiares.

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