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APP denuncia falta de merenda e de professores

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Estudantes da rede pública estadual de ensino podem encontrar um ambiente escolar caótico, a partir do próximo dia 9, quando está previsto o início das aulas. Pelo menos, o cenário descrito em nota pública pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), aponta para dívidas para com os professores e falta de repasse de materiais.

De acordo com a APP-Sindicato, “o mau uso do dinheiro público e a desorganização na gestão do Estado instalaram o caos nas escolas estaduais”.

Conforme presidente da APP-Sindicato em Ponta Grossa, Vera Rosi Lopes de Morais, há escolas sem merenda; e, também, sem professores, pois não há previsão de contratação de professores temporários antes do início das aulas. O Sindicato diz ainda que está havendo a demissão de merendeiras e do pessoal da limpeza, além do administrativo.

Em face disso, a APP-Sindicato informa que será necessário refazer a distribuição de aulas, realizada em 2014, durante semana pedagógica, quando os professores e equipe pedagógica deveriam estar organizando a escola para o reinício do trabalho. Conforme a nota publicada, 29 mil professores estão sem pagamento, ainda não foi pago o terço de férias (cerca de R$ 150 milhões) dos funcionários, e há falta de merenda escolar.

O deputado Péricles de Holleben Mello está acompanhando o manifesto dos professores. “Estamos ao lado dos professores como sempre e vamos lutar na Assembleia Legislativa para que as medidas que estão sendo tomadas pelo governo sejam reavaliadas e que o ano letivo possa começar com dignidade para os trabalhadores e alunos”, disse o deputado.

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação, rebate dizendo que a dívida com os professores se refere, exclusivamente, ao atraso no pagamento do terço de férias e a repasses referente às rescisões contratuais ocorridas em 2014. Mas garante que não haverá falta de professores, pois as contratações de temporários já foram feitas. Assim que ocorrer a redistribuição de aulas, os novos docentes serão convocados, ainda nesta semana.

A Secretaria garante que a merenda entregue em 2014 deve ser suficiente para este mês.

EM DISCUSSÃO

Assembleia irá debater indicativo de greve na UEPG

Os professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) também se reúnem em assembleia nesta quinta-feira, dia 5, às 15 horas, no Grande Auditório do Campus Central. Na pauta está um indicativo de greve dos profissionais docentes na Instituição. Conforme o presidente da Seção Sindical dos Docentes da UEPG (Sinduepg), Marcelo Engel Bronosky, o debate se faz necessário porque o Governo do Paraná não autorizou o pagamento de um terço de férias aos servidores das sete universidades estaduais. O pagamento foi prometido para janeiro, aos servidores que tiveram férias no mês, mas o valor não foi incluído na folha de pagamento, cujo repasse foi feito no último dia 30. “A atual administração do Paraná tem desrespeitado os servidores do estado com essa medida. No ano passado também atrasou o pagamento da 3° parcela do reajuste salarial além de cortar mais de 30% das verbas de custeio nas universidades”, lamenta.

Informações do Jornal da Manhã.

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